Amazonino e Braga terão 1,38 milhão de votos a conquistar

Candidatos vão tentar levar às urnas e disputar a preferência de aproximadamente 1,38 milhão de votos de eleitores que não votaram em nenhum deles, anularam ou não foram votar

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Eleitos para disputar o segundo turno da eleição suplementar ao governo do Estado, os candidatos Amazonino Mendes (PDT) e Eduardo Braga (PMDB) terão até o dia 27 deste mês, ou 20 dias, para conquistar os votos de mais de 533 mil eleitores que votaram em outros candidatos, os mais de 569 mil que se abstiveram, os mais de 61 mil que votaram em branco e os mais de 218 mil que anularam. Ou seja, vão tentar levar às urnas e disputar a preferência de aproximadamente 1,38 milhão de votos de eleitores que não votaram em nenhum deles.

Com mais de 99,73% das urnas apuradas, no primeiro turno da eleição, ontem, Amazonino tinha 38,77% dos votos (574.431). Braga teve 25,36% (375.794),  Rebecca Garcia (PP) 18,06% (268.556), José Ricardo (PT) 12,17% (181.226), Luiz Castro (Rede) 2,63% (39.237), Wilker Barreto 1,52% (22.623), Marcelo Serafim (PSB)  1,27% (18.876) e Jardel  Deltrudes (PPL) 0,23% (3.362). Os votos da candidata Liliane Araújo (PPS) não foram computados, por ela estar com a candidatura impugnada.

Amazonino e Eduardo terão até o dia 27 deste mês para buscar os votos (Fotos: Divulgação/ Eraldo Lopes)

Em visita a Manaus, neste domingo, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), garantiu  que o processo não corre mais risco de ser suspenso ou anulado. “Essa questão está praticamente resolvida. Me parece que essa decisão é definitiva. Claro que pode haver recursos ao STF, mas a reclamação (embargos de declaração) é mais de índole formal, o fato de ter se mandado cumprir o julgado sem a publicação do acórdão. O eleitor amazonense pode ir às urnas com segurança”.

O presidente do TSE também disse que houve “perplexidade” diante da decisão da execução imediata do julgado antes da publicação do acórdão e da tentativa que se fez de suspensão do pleito, que durou alguns dias. “Entre mortos e feridos, nos salvamos todos, diante da perplexidade do processo. Resolvemos bem uma tensão constitucional”, afirmou Mendes em entrevista coletiva.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Yedo Simões, afirmou que já está preparado para a realização do segundo turno das eleições suplementares que será realizado em 27 de agosto. “Desde o início nos preparamos para fazer o segundo turno, então, o nosso planejamento está pronto para o segundo turno, vamos apenas fazer algumas substituições de urnas, ver algumas  coisas que ocorreram, mas o segundo turno está totalmente preparado com a mesma estrutura de segurança da  Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Federal, das três forças armadas. A presença das forças de segurança foi primordial para que a gente pudesse realizar este pleito com sucesso, porque intimidou qualquer ação, acho que foi educativo”, afirmou.

O procurador regional eleitoral Victor Riccelly afirmou que o Ministério Público Eleitoral irá continuar as ações para coibir irregularidades no segundo turno. “Vamos manter nossa atuação de garantir que o pleito transcorra com base na normalidade e evitar que qualquer tipo de abuso de poder político e econômico ou dos meios de comunicação interfiram no resultado do pleito. Vamos também agora receber o que foi apurado durante a eleição, nesta fase mais aguda, e verificar se há algo a ser levado ao TRE”, afirmou.

Para o diretor-geral do TRE, Messias Andrade afirmou que abstenção em torno de  24% no Estado está dentro da média nacional. “Nós trabalhávamos com um número de 25% de abstenções na capital e 35% no interior. Então, o leitor atendeu o chamado, compareceu. O que comprova que nós estávamos certos em relação ao transporte coletivo. O problema que teve, realmente, foi em relação á falta de  informação do eleitor que ficou um pouco confuso. Este número está abaixo na média nacional”, disse.

O governador David Almeida  disse que a eleição foi tranquila e que a vontade do povo deve ser respeitada. “O que nós ouvimos nas ruas é o sentimento de mudança. Esperamos que a vontade soberana do povo prevaleça nas urnas”, declarou.