Candidato ao Senado, Rondinely Fonseca quer trazer empresas de videogame para Manaus

De acordo com ele, o mercado movimentará, até o final do ano, R$ 170 bilhões e possui R$ 70 milhões de consumidores em todo o País

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Em continuidade a série de entrevistas com os candidatos do Amazonas ao Senado Federal, a REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) recebeu na manhã desta terça-feira (11), no programa DIÁRIO DA MANHÃ, na RÁDIO DIÁRIO 95,7 FM, Rondinely Fonseca, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Candidato ao Senado, Rondinely Fonseca, do PSOL foi entrevistado na RÁDIO DIÁRIO, nesta terça-feira (Foto: Raquel Miranda)

O candidato criticou o atual cenário econômico do Amazonas. “É lamentável que tenhamos chegado nessa condição. É lamentável que propostas que foram tomadas nos últimos anos, como a Reforma Trabalhista, tenham causado esse desastre todo. Principalmente na capital com o Polo Industrial de Manaus (PIM) que está sendo diretamente afetado com isso”, comentou.

Entre suas propostas de aquecimento econômico e também para o fortalecimento do PIM, Fonseca afirmou que buscará atrair para a cidade empresas criadoras de videogames. De acordo com ele, este segmento movimentará, até o final do ano, R$170 bilhões. “Este mercado está sendo olhado de forma longínqua, mas tem um resultado positivo dentro do campo da tecnologia que são as fabricadoras de videogames que estão fora de Manaus. Quero trazê-las por meio de uma conversa com os empresários. Existem desenvolvedores aqui e que querem apresentar sua capacidade intelectual para que possam oferecer um serviço de boa qualidade para as empresas”, explicou.

Sobre um possível incentivo para a vinda das empresas e o impacto que isso geraria na economia local, o candidato disse que acredita “mais no resultado que isso trará para o Estado”. “Não podemos observar simplesmente dentro dessa linha, porque simplesmente vamos olhar o que ela pode trazer para o Amazonas. Além do mais, quero fomentar a biotecnologia”, disse.

Ainda sobre geração de emprego, Fonseca ressaltou que as empresas de biotecnologia podem se instalar em Manaus e fomentar, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “Compreendo que essa diversidade que temos na Amazônia, sem devastá-la, nós temos condições favoráveis de construir uma questão rica e econômica para o nosso Estado, trazendo desenvolvimento, emprego e renda”, afirmou, lembrando que em Silves (a 204 quilômetros a leste de Manaus) existe uma empresa que leva da cidade essência de cupuaçu que é aplicada em sabonetes, cremes e outros produtos de cosméticos. “Quero fazer com que essas empresas cheguem, de fato, aqui, que possam gerar emprego diretamente”, disse.

Em relação à Saúde, o candidato afirmou que as regiões Norte e Nordeste do País são as áreas mais afetadas, porque, segundo ele, os hospitais das capitais acabam ficando ‘inchados’ com a demanda vinda dos interiores. “Por isso, quero propor para as 5.570 cidades do Brasil, para aquelas com acima de 80 mil pessoas, possam construir hospitais de média e alta complexidade com anexo para atender pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. E, automaticamente, quando faço essa proposta, estou pensando em Coari, Manacapuru, Parintins e Itacoatiara. Com isso, aquece o mercado da construção civil, onde atendo pessoas que vão da construção até as pessoas com formação para administração de um hospital e atendo a demanda também da população”, declarou.

Para a educação, o candidato ao Senado disse que tem como objetivo valorizar os profissionais. “É necessário que o Estado compreenda a importância dessa valorização. Quero fazer com a universalização da educação em todo o território nacional. Outra questão, é a criação de anexos e laboratórios com experimento de robótica para crianças para que elas possam ter essa proximidade. Imaginem que existam crianças superdotadas e elas precisam passar por uma condição que possam potencializar esse conhecimento”, disse.

Ainda na pauta, Fonseca destacou as condições da BR-319. “Já fui para Porto Velho (RO) por meio daquela estrada e demoramos 20 dias, pois fomos de caminhão e atolamos, quebramos e é algo triste. Pessoas moram naquela região. Acredito que venhamos explorar aquilo. Alguma coisa deve acontecer: ou é questão política ou falta de interesse. Percebo que ministros passaram por ali, amazonenses, conhecedores daquela situação, estiveram envolvidos, estavam com a caneta na mão e não tiveram a capacidade de assinar para que ela pudesse ser asfaltada. Se estivesse com caneta, faria a pavimentação. É uma questão política, há um entrave político”, finalizou.