Economia ambiental é uma das soluções para ‘aquecer’ Estado, diz Plínio Valério

Segundo ele, que é candidato ao Senado, a Zona Franca irá 'morrer por inanição daqui uns dias' e novo modelo econômico ambiental deve ser colocado em prática imediatamente

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Candidato ao Senado, Plínio Valério (PSDB) esteve na REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC), na manhã desta quinta-feira (13), para participar da série de entrevistas promovida com os candidatos ao Congresso, pela RÁDIO DIÁRIO 95,7 FM, dentro do programa ‘DIÁRIO DA MANHÃ’.

Valério disse que, caso seja eleito, terá como proposta ajudar o governo do Estado a aquecer a economia e também a geração de emprego, por meio de um novo modelo econômico ambiental. “O Amazonas já deveria ter se voltado para os nossos recursos naturais. Somos água, mato e terra. Então, esse novo modelo econômico tem que vir para substituir a Zona Franca que vai morrer, por inanição, daqui uns dias. Em termos imediatos, precisamos aquecer a construção civil, criar mais creches para que a mulher possa trabalhar, dar oportunidade aos jovens”, declarou.

(Foto: Raquel Miranda)

Ainda segundo o candidato, “só vamos nos libertar, quando tivermos a humildade suficiente de saber que somos caboclos e que vamos tirar o sustento da terra”. “Biodiversidade, turismo, produção de alimento. O mundo precisa de alimento e o Amazonas pode ser esse grande produtor. Agora, vem toda aquela história de infraestrutura, escoamento e isso leva tempo. Mas esse novo modelo tem que vir hoje para que possa florescer daqui há dez anos”, disse.

Sobre o Polo Industrial de Manaus (PIM), Valério afirmou que um dos maiores problemas é a desinformação. “Estive em Brasília e pude perceber que o maior problema é a desinformação. Os inimigos do PIM trabalham em cima dessa desinformação. Eles passam para o País que a Zona Franca é prejudicial ao Brasil. E não é. Somos exportadores de divisa e mandamos R$ 2 bilhões, R$ 4 bilhões que ficam lá. Dizem que os incentivos fiscais prejudicam o País. Se formos fazer uma comparação entre Norte e Sudeste, é uma coisa desumana. Do incentivo do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] vem 0,5% para o Amazonas e 38% para São Paulo, por exemplo. São essas mentiras repetidas que tornam o Estado inimigo do Brasil”, afirmou.

Sobre o assunto, no aspecto político, ele disse que o político amazonense “tem mania de pedir quando, na verdade, tem que exigir”. “Nós somos o celeiro que pode abastecer o mundo, nós somos grandes, ricos, porém, pobres em mentalidade e representatividade política. Zona France é lei. Se é lei, tem que ser obedecida. Os políticos pedem muita coisa pequena e quando chega a hora de lutar pelo grande, não têm condições. O Brasil não quer nos ver, o mundo vai ter que nos ver. Então, um senador pode ser recebido pelo ‘The New York Times’, tomar um café e falar que estão mentindo ao nosso respeito”, disse.

Para a educação, entre as propostas do candidato está estancar a corrupção. “Essa história de que falta dinheiro é balela. Tem dinheiro o suficiente. O problema é que vai pelo ralo. Então, temos que tentar, de alguma forma, estancar. Temos que ter um currículo diferenciado. Esse currículo de cima para baixo nos atrasa. O problema todo não é nem a metodologia que está errada, é gestão. Você tem dinheiro do Fundeb para merenda escolar, transporte e não anda. Se tiver um gestor que entenda a importância do assunto, do professor ser bem assistido, do transporte funcionar, da merenda funcionar, aí discutimos um currículo”, disse.

Outra alternativa de Valério, enquanto senador, é reunir casas distantes e transformá-las em comunidades para que tanto escola quanto posto médico possam dar suporte para a população. “São quilômetros de uma casa para outra. Estou falando de distâncias continentais. Então, uma ideia é convencer esse pessoal a morar perto um do outro, se agruparem para que meu ‘braço’ de poder público pudesse chegar lá com toda existência. Não existe uma solução milagrosa, é questão de gestão”, finalizou.