Luiz Fernando Santos afirma que buscará revogação da Reforma Trabalhista

De acordo com o candidato ao Senado pelo Amazonas, esta é uma das metas não apenas de sua candidatura, mas de todas que fazem parte do PSOL. Ele participou da série de entrevistas da RÁDIO DIÁRIO, nesta segunda

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Na manhã desta quarta-feira (12), a REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) recebeu o candidato ao Senado, Luiz Fernando Santos (PSOL), no programa DIÁRIO DA MANHÃ, transmitido pela RÁDIO DIÁRIO 95,7 FM, dentro da série de entrevistas realizadas pelo veículo com os candidatos ao Senado pelo Amazonas. Luiz Fernando Santos afirmou que, caso seja eleito, uma de suas propostas para geração de emprego e renda será o pedido de revogação de leis que ‘desmontaram’ o mundo do trabalho.

Luiz Fernando Santos afirma que buscará revogação da Reforma Trabalhista (Foto: Raquel Miranda)

“A nossa candidatura e o coletivo que se envolveu com ela tem como uma das premissas, para o emprego e renda, lutar pela revogação de leis que penalizaram profundamente o mundo do trabalho, como a Reforma Trabalhista, por exemplo. Leis como estas inviabilizam a geração de emprego e impactam na distribuição de renda”, explica ele.

Questionado sobre como reverter uma lei já aprovada, Santos destaca que essa ação será em conjunto com outros parlamentares que “certamente serão eleitos pelo PSOL”. “O Senado tem que ser pensado em duas dimensões: uma como um parlamentar que representa um ente da Federação e, por outro lado, ele tem incumbência de pensar em macropolíticas para o País. Portanto, isso não é uma política discutida somente na nossa candidatura, mas no País afora, é política do partido”, diz ele.

Ainda sobre a economia do Estado, o candidato ao Senado do PSOL salientou que o modelo do Polo Industrial de Manaus (PIM) e “mais as revoluções tecnológicas mostram que estamos ultrapassados”.

“Podemos explorar a tecnologia para exploração da biomassa produzida pela região e pensar em alternativas para o modelo Zona Franca. Não podemos ficar reféns disso. Ao mesmo tempo em que o mês de julho, no PIM, teve a maior média da produção industrial brasileira com 14%, ao mesmo tempo a geração de emprego continua estagnada. E o Amazonas tem a maior média da nação de desempregos. Então, esse modelo chegou no seu limite. É preciso pensar formas tendo em vista as questões tecnológicas”, afirma.

Uma das opções para aquecer o desenvolvimento econômico da região, segundo o candidato, seria a modernização do Porto de Manaus, bem como do interior do Estado. “A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) tem conjunto intelectual que têm discutido essas questões. O curso de Engenharia de Produção tem pesquisas sobre o sistema multimodal da produção. Os nossos portos são medievais se comparados aos de Santos (SP) e Belém (PA). Um ex-ministro e agora candidato ao Senado diz que modernizou os portos, mas eles não comportam grandes embarcações inviabilizando o processo produtivo. Pensamos em portos no Amazonas como sistema de transporte de pequenas embarcações para levar passageiros de um lado para o outro e não pensam no sistema produtivo”, lembra.

Outro tema abordado durante a entrevista com Luiz Fernando Santos foi a Educação. Apesar dos bons índices na capital do Estado, o Amazonas possui números devastadores em disciplinas básicas como português e matemática. Segundo o candidato, isso é reflexo do modelo de educação aplicado.

“É muito interessante que é preciso abrir a ‘caixa preta’ daquilo que é destinado do orçamento do Estado e dos municípios para a Educação e de que modo isso é destinado. Por exemplo, nós temos denúncias do interior de que não sabem para onde vai o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Isso é um tema importante para discutirmos qualidade de ensino”, afirma.

Além disso, o candidato questionou qual o papel da Ufam e da UEA nesse processo da reforma educacional. “É preciso pensar um sistema de educação articulado como um todo. São desafios gigantescos que no parlamento é preciso discutir e pensar um outro patamar de educação para o Amazonas. A deficiência em português e matemática tem a ver com uma concepção fragmentada do estudante, como se o ensino fosse uma caixinha. Tanto que a reforma do Ensino Médio ataca disciplinas importantes para um pensamento humano que são a filosofia e a sociologia”, finaliza.