Ex-secretários de Melo vão ficar no Centro de Detenção Provisória Masculino 2

Os ex-secretários deixaram a sede da superintendência da PF em uma van em direção ao CDPM 2, onde chegaram por volta de 15h30, de acordo com a Seap

Álisson Castro / redacao@diarioam.com.br

ManausOs quatro ex-secretários da gestão do ex-governador José Melo foram transferidos, na tarde desta quarta-feira (3), da sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Manaus para o Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2), na BR-174. O ex-governador cassado José Melo vai permanecer sob custódia da PF por determinação da Justiça Federal.

Wilson Alecrim é conduzido para presídio estadual (Foto: Sandro Pereira)

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou, por meio de assessoria de imprensa, que foi notificada para receber os ex-secretários Afonso Lobo (Sefaz), Evandro Melo (Administração), Wilson Alecrim (Saúde) e Pedro Elias (Saúde).

Com aparências abatidas, os ex-secretários deixaram a sede da superintendência da PF em uma van em direção ao CDPM 2, onde chegaram por volta de 15h30, de acordo com a Seap.

De acordo com a Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, a transferência dos ex-secretários foi adiada, da última terça-feira (2) para esta quarta, em razão dos trabalhos desenvolvidos pela Regional e redução do efetivo policial.

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O ex-governador, cassado por compra de votos na eleição de 2014, foi preso pela PF no dia 21 de dezembro de 2017. Ele é investigado pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, segundo informação da PF. Ainda de acordo com a investigação, Melo recebia pagamentos periódicos de propina dos membros da organização criminosa que desviou cerca de R$ 110 milhões da Saúde do Estado.

O ex-governador cassado é investigado pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, segundo informação da PF (Foto: Sandro Pereira)

No último domingo (31), a juíza federal Ana Paula Serizawa acatou, parcialmente, o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que o ex-governador cassado José Melo, bem como os quatro secretários de seu governo, Afonso Lobo (Sefaz), Evandro Melo (Administração), Wilson Alecrim (Saúde) e Pedro Elias (Saúde), presos nas operações Custo Político e Estado de Emergência deflagradas pela Polícia Federal (PF), retornassem à cadeia.

Na decisão de domingo, a juíza Ana Paula Serizawa alega que a decisão que libertou José Melo foi proferida em audiência de custódia, realizada no dia 26 de dezembro de 2017, após o horário regular do plantão, sem a intimação prévia do MPF.

José Melo, Wilson Alecrim, Afonso Lobo, Evandro Melo (irmão do ex-governador cassado) e Pedro Elias haviam sido liberados, no dia 26 de dezembro, após decisão do juiz federal da 3ª Vara do Amazonas, Ricardo Sales.

Na decisão, a magistrada cita que os fundamentos que embasaram a decisão do juiz plantonista Ricardo Sales, de revogar a prisão de Melo para domiciliar, são de que o ex-governador cassado teria passado por situação vexatória e constrangedora ao ser submetido a uso de algemas e por ter sua imagem de chegada ao sistema prisional divulgada em redes sociais.

“Embora este juízo reconheça a gravidade dos fatos e o atentado a integridade física e moral do investigado quanto a divulgação ilegal de sua imagem, tal não justifica sua imediata soltura”, diz parte da decisão.



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