Justiça libera ex-secretário de Melo para tratamento contra o câncer em SP

Wilson Alecrim, que foi secretário de Saúde do Amazonas durante o governo Melo, estava preso no CDPM 2. Decisão converte a prisão dele para domiciliar

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Mônica Sifuentes, decidiu, nesta quinta-feira (11), liberar o ex-secretário de Estado de Saúde do Amazonas, Wilson Alecrim, para viajar a São Paulo para fazer tratamento médico contra um câncer de próstata. Alecrim estava preso no Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM2), junto com outros três ex-secretários do ex-governador cassado, José Melo, que também está preso na mesma unidade. Com a decisão desta quinta, Alecrim também passará a cumprir prisão domiciliar.

De acordo com o advogado de Alecrim, Rodolfo Sant’Anna, a cirurgia do ex-secretário está programada para 23 de janeiro. “A viajem ainda será marcada e confirmada. O ex-secretário tem uma neoplasia maligna e tem que ser feito o tratamento o mais rápido possível sob risco de não haver mais cura ou se abreviar a vida dele e a desembargadora entendeu que a prisão domiciliar é possível em casos de doenças com mobilidade extrema”, afirmou o advogado.

Wilson Alecrim foi conduzido para presídio estadual pela PF (Foto: Sandro Pereira)

O ex-secretário estava preso no CDPM2, junto com os ex-secretários Afonso Lobo (Sefaz), Evandro Melo (Administração), e Pedro Elias (Saúde). Eles foram presos pela Polícia Federal (PF), no último mês de dezembro, por envolvimento em um esquema de corrupção que desviava dinheiro público do Estado.

O ex-governador cassado do Amazonas, José Melo, permanece preso no CDPM 2, e a mulher dele, Edilene Oliveira, no CDPF, desde o dia 4 de janeiro deste ano, após terem prisão preventiva decretada.

Operação

O ex- governador cassado foi preso pela PF no dia 21 de dezembro de 2017. Ele é investigado pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, segundo informação da PF. Ainda de acordo com a investigação, Melo recebia pagamentos periódicos de propina dos membros da organização criminosa que desviou cerca de R$ 110 milhões da saúde do Estado.

A operação, batizada pela PF como ‘Estado de Emergência’, uma alusão à situação de calamidade pública que se encontrava a prestação de serviços públicos de saúde no Estado, durante a gestão de José Melo, possibilitou a prisão temporária do ex-governador.



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