Manaus sedia encontro nacional de Escolas Judiciárias Eleitorais

A décima segunda edição do evento, que aconteceu nesta quinta e sexta-feira, dias 8 e 9, em um hotel na zona centro-sul da cidade, contou com a presença de representantes das Escolas Judiciárias Eleitorais (EJEs) de todo o País

Édria Caroline / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A capital do Estado sediou, pela primeira vez, o Encontro do Colégio de Diretores das Escolas Judiciárias Eleitorais do Brasil. A décima segunda edição do evento, que aconteceu nesta quinta e sexta-feira, dias 8 e 9, em um hotel na zona centro-sul da cidade, contou com a presença de representantes das Escolas Judiciárias Eleitorais (EJEs) de todo o País. Lá, foram debatidos assuntos relacionados ao fortalecimento das escolas judiciárias, tendo por base a atuação no eixo cidadania, capacitação de magistrados e servidores, além da conscientização do eleitor quanto ao voto consciente.

Segundo o diretor do EJE-AM, Abraham Peixoto Campos, o evento é importante para o fortalecimento da Justiça Eleitoral amazonense. “Reunimos todos os dirigentes e diretores das escolas para debatermos o que tem sido feito, o que pode ser melhorado, o que pode ser feito, o fortalecimento das escolas judiciárias no âmbito de seus tribunais”, explicou.

O diretor do EJE-AM também disse que um dos assuntos debatidos durante o encontro foi referente às diversas desconfianças em relação às urnas eletrônicas. Ele afirmou que partidos e eleitores devem ficar despreocupados e confiar na segurança das mesmas.

O encontro aconteceu nesta quinta e sexta-feira, dias 8 e 9, em Manaus (Foto: Sandro Pereira)

“As escolas, pelo eixo cidadania, também devem assumir esse papel de conscientizar os eleitores, desmistificando essa onda de querer desacreditar as urnas eletrônicas. Então, cabe a nós da Justiça Eleitoral, que conhecemos o sistema, defender a urna eletrônica que é um mecanismo de absoluta vanguarda no mundo todo”, enfatizou.

Abraham disse, também, que a quantidade de números e candidatos confundiu o eleitor no momento da votação, o que gerou ataques ao sistema e suspeitas de fraude. “O eleitor votava em um, pensando que estava votando no outro. Quando a urna dizia que não era possível votar daquela fora, se dizia que havia fraude. Ou seja, pura desinformação”, afirmou o diretor.

Para o próximo pleito, que acontece daqui a dois anos quando os eleitores voltam às urnas para escolher prefeitos e vereadores, Abraham adiantou que deverá ser discutida a possibilidade das escolas trabalharem de maneira mais intensa para levar ao conhecimento dos eleitores o uso da urna eletrônica de maneira apropriada na hora do voto.

EJE

Atualmente, todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Brasil possuem uma Escola Judiciária Eleitoral (EJE), que tem como objetivo promover o conhecimento em Direito Eleitoral, por meio de cursos de pós-graduação, cursos de extensão, ciclos de estudos e seminários ao público interno e externo. Encontros como o de Manaus são uma oportunidade para disseminar boas práticas e promover diálogo e integração entre todos os tribunais.