Sabino Castelo Branco é alvo da nova fase da Maus Caminhos, diz PF

Apesar de ser alvo da investigação, que apura desvios de dinheiro da Saúde do Estado, durante o governo Melo, Sabino Castelo Branco não recebeu mandado de prisão

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O ex-deputado federal Sabino Castelo Branco também é alvo do desdobramento da operação Maus Caminhos, deflagrado pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (11). Durante a operação Cashback, o dono do Grupo Bringel, Sérgio Roberto Melo Bringel, foi preso pela PF, suspeito de desviar dinheiro da Saúde do Estado, durante o mandato do governador cassado José Melo.

Sabino Castelo Branco é alvo da nova fase da Maus Caminhos, diz PF (Foto: Divulgação)

Apesar de ser alvo da investigação, Sabino Castelo Branco não recebeu mandado de prisão. O delegado federal Alexandre Teixeira afirmou que, devido ao estado de saúde dele, o ex-deputado federal não apresenta perigo às investigações.

A operação Cashback investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Conforme a PF, os crimes foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social, não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos. O Grupo Bringel, empresa de serviços hospitalares, é um dos alvos da operação.

A PF identificou que, dentre as fraudes, o ‘modus operandi’ utilizado pela quadrilha para o desvio de recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago.

Coletiva

Durante coletiva de imprensa, realizada na sede da PF, no bairro Dom Pedro, zona oeste da cidade, o delegado federal, Alexandre Teixeira, disse que o Grupo Bringel tinha um contrato com o governo estadual, firmado no governo Melo, que chegava a R$ 552 milhões, sendo que deste total, foi identificado fraude no valor de R$ 140 milhões.

“Eles mantinham contrato com o Instituto Novos Caminhos e outros contratos com o Estado. A Controladoria Geral da União (CGU), analisando esses documentos, detectou irregularidades no que diz respeito a esterilização de materiais hospitalares, por exemplo, e que apontam práticas de crimes”, disse o delegado federal Alexandre Teixeira. Ainda segundo ele, o contrato do Grupo Bringel com o Estado tinha validade de 12 anos.

Grupo Bringel é um dos alvos da operação (Foto: Raquel Miranda)

Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão, e ação conta com o suporte de 150 policiais federais. O superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, destacou que dos 16 mandados, dez foram cumpridos e seis estão por cumprir.

O advogado Lino Chíxaro, ex-presidente da Cigás e prestador de serviço aos envolvidos, foi preso durante a operação. Já o empresário Murad Aziz, irmão do senador Omar Aziz é proprietário da academia AZ Fitness, está sendo investigado pelo crime de peculato.

Além de Lino Chíxaro, Murad Aziz e Sérgio Bringel, tiveram prisões preventivas e temporárias decretadas: André Luis Barreto Becil, Josenir Teixeira, Keytiane Evangelista de Almeida, Mouhamad Moustafa, Daniel Roger Goulart Silva, Edson Tadeu Ignácio, Jader Helker Pinto, Jonathan Queiroz da Silva, Márcio Rogério da Silva e Marco Antônio de Jesus Barbosa.

A operação recebeu este nome devido aos pagamentos superfaturados feitos em preço ou quantidade e que, posteriormente, tinham parte do valor devolvido aos políticos.