TRE-AM aprova data para nova eleição em Novo Aripuanã

De acordo com o diretor do TRE-AM, Messias Andrade, o custo estimado para a realização desse pleito é de R$ 100 mil e a eleição acontecerá no dia 4 de fevereiro de 2018.

Asafe Augusto / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) aprovou, nesta segunda-feira (4), o calendário do pleito suplementar do Município de Novo Aripuanã (a 227 quilômetros ao sul de Manaus) e definiu a votação para escolha do novo prefeito para o dia 4 de fevereiro de 2018. Essa eleição foi determinada, em outubro, após o prefeito Aminadab Meira Santana (PSD) ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o diretor do TRE-AM, Messias Andrade, o custo estimado para a realização desse pleito é de R$ 100 mil. “Nós estimamos esse valor, mas acreditamos que vamos gastar menos, pois, não usaremos as forças armadas, somente a Polícia Militar (PM). Vamos conversar com o vice-governador (Bosco Saraiva) para ver se ele garante a diária dos PMs e, assim, o nosso custo vai cair ainda mais”, disse.

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) definiu o pedido da eleição suplementar, nesta segunda-feira (Foto: Sandro Pereira)

Andrade afirmou que, nesta quarta-feira (6), o cadastro biométrico de Novo Aripuanã será interrompido. Ele ressaltou que os eleitores que ainda não estão com a biometria cadastrada poderão votar normalmente. Segundo ele, apenas 20% da população apta a votar fez o cadastro biométrico naquele município.

Ele destacou, ainda, que a maior dificuldade do TRE-AM em uma eleição, em Novo Aripuanã, é com a segurança efetiva dos servidores que vão trabalhar no pleito. “A nossa maior preocupação, pelo visto de ocorrências do Município, é com a segurança. Já foram registradas em Novo Aripuanã ocorrências sérias de agressão e ameaças veladas aos juízes do pleito”, ressaltou.

Aminadab Meira Santana foi o candidato eleito a prefeito nas eleições de 2016. Em outubro de 2017, teve o mandato cassado. Ele também foi condenado por ato doloso de improbidade administrativa em julgamento do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) que o deixou inelegível por oito anos. O prefeito cassado também teve as contas, referente ao exercício de 2011, reprovadas.



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