Valdemir Santana é condenado a mais de sete anos de prisão e multa de R$ 333 mil

A Justiça Federal condenou o ex-presidente do PT e do Sindicato dos Metalúrgicos no Amazonas, Valdemir Santana, a sete anos e sete meses de prisão por estelionato e apropriação indébita

Asafe Augusto / redacao@diarioam.com.br

Manaus- A Justiça Federal condenou o ex-presidente do PT e do Sindicato dos Metalúrgicos no Amazonas, Valdemir Santana a sete anos e sete meses de prisão em regime semiaberto, além de multa de R$ 333.900 mil, por estelionato e apropriação indébita.

A Justiça Federal condenou o ex-presidente do PT e do Sindicato dos Metalúrgicos no Amazonas. (Foto: Reprodução/Facebook)

A condenação foi estendida a Celso Valério França Teixeira e Amadeu jardim Maués Filho, advogados do sindicato em 2008. Conforme a sentença, assinada pela juíza Ana Paula Serizawa, foi ajuizado uma ação pedindo a penhora de bens de alto valor, avaliados em R$ 7,4 milhões, da empresa Benq Eletroeletrônica para garantia de pagamento de dívida trabalhista.

A denúncia contra os sindicalistas foi feita pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM) que informou que “O réu Celso Valério França Vieira, na qualidade de representante do Sindicato e fiel depositário dos bens, em comunhão de esforços e vontades com Amadeu Jardim Maués Filho e Valdemir Souza Santana, passaram a alienar os bens penhorados e sob depósito a outras empresas, recebendo os pagamentos, mas sem repassar os valores ao Sindicato e nem prestar contas à Justiça do Trabalho”.

De acordo com a sentença, a juíza considerou que a participação do ex-presidente dos metalúrgicos foi algo grave. “Analisando-se as circunstâncias judiciais, a culpabilidade da conduta empreendida pelo réu é grave e merece exasperar a pena, visto que o réu, na condição de presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, aceitou e participou da empreitada delituosa, tendo responsabilidade destacada nesta”, escreveu a juíza.

Conforme o documento, o réu Celso Valério França Vieira foi queM mais se destacou no esquema e, por isso, também recebeu uma condenação semelhante a de Valdemir. “A culpabilidade da conduta empreendida pelo réu é grave e merece exasperar a pena, visto que o réu teve destacado envolvimento na empreitada delituosa, sendo o principal executor desta”, diz o documento.

A magistrada concedeu aos réus a possibilidade de recorrer da sentença. Veja a sentença completa aqui.