Em um dia, mutirão dermatológico detecta 45 novos casos de câncer de pele no AM

Além dos casos de câncer de pele, o mutirão da Fundação Alfredo da Matta detectou, ainda, 21 casos de sífilis, cinco de hanseníase e dois de HIV

Com informações da assessoria / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O mutirão dermatológico realizado, no último sábado (2), na Fundação Alfredo da Matta (Fuam) detectou 45 novos casos de câncer de pele. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (4) pela diretoria da unidade, referência na rede estadual de saúde no tratamento de doenças da pele.

Entre os 45 casos de câncer de pele identificados durante o mutirão da Fuam, 33 foram resolvidos no mesmo dia. São os casos que necessitam de pequenas cirurgias, como o da aposentada Lisa Pereira, de 78 anos, que viajou do município de Terra Santa, no Pará, em busca de atendimento na Fuam.

Fundação Alfredo da Matta é referência na rede estadual de saúde no tratamento de doenças da pele (Foto: Jair Campos/Divulgação Susam)

“Eu vim de muito longe para fazer os exames. Eu tinha fé em Deus de que ia vencer e conseguir um tratamento no Amazonas. Fui atendida pelo médico e já vou retirar alguns sinais na pele, que surgiram há quatro meses. Procurei logo o tratamento para me curar”, declarou, após a retirada do câncer no rosto.

Os outros 12 casos de câncer de pele registrados, que necessitam de grandes cirurgias, foram encaminhados ao Hospital e Pronto-Socorro da Zona Norte. O hospital está reforçando a oferta desses procedimentos com vistas à redução no tempo de espera dos pacientes.

Mesmo após as cirurgias, os pacientes precisam fazer acompanhamento periódico para evitar o ressurgimento do câncer de pele.

Mutirão em números

Durante o mutirão, foram realizados 823 exames dermatológicos, 508 consultas médicas e 308 atendimentos farmacêuticos (distribuição de medicação). Um total de 218 pacientes realizaram testes rápidos de sífilis e HIV. Também houve atendimento de psicólogos e assistentes sociais.

Os médicos diagnosticaram, além dos 45 novos casos de câncer de pele, 21 casos de sífilis, cinco de hanseníase e dois de HIV. Os pacientes com sífilis receberam medicação no sábado (2), logo após o diagnóstico. Já os pacientes com hanseníase e HIV iniciaram o tratamento nesta segunda-feira (4) na Fuam.

Uma equipe de mais de 100 técnicos, entre médicos especialistas, enfermeiros, bioquímicos e outros, participaram da ação, realizada em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Casos de câncer de pele

Por ano, em média 500 casos de câncer de pele são diagnosticados e tratados na Fuam, referência no tratamento da doença. Para todo o Amazonas, a previsão do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de 1.110 novos casos diagnosticados ao ano.
O número de atendimentos na Gerência de Cirurgia da Fuam, setor responsável pelos atendimentos de Câncer de Pele, são expressivos: de janeiro a agosto deste ano, foram realizadas 4.098 consultas médicas e 856 procedimentos de biópsias.

Houve ainda 2.777 cirurgias do tipo exereses (com retirada de tecido doente), 2.931 criocirurgias (processo terapêutico baseado no tratamento de lesões pelo frio, com uso de agentes químicos para o resfriamento abrupto da lesão) e quatro do tipo microneurólise para descompressão de nervo periférico, cirurgia realizada em pacientes de hanseníase.

Ao longo dos últimos 17 anos, foram registrados 5.382 casos de câncer de pele pela Fuam, o que representou 4,0% do total de dermatoses prioritárias atendidas na unidade. Deste total, 194 (3,6%) foram de Melanoma, sendo 51,5% no sexo masculino e 48,5% no sexo feminino.

Como o Amazonas fica em uma região geográfica de forte incidência de raios solares, os especialistas alertam para que a população observe possíveis sinais da doença e busque atendimento.



SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES