Pediatra orienta os pais sobre cuidados com o bebê nos primeiros meses de vida

No dia dedicado a este profissional (27 de julho), a médica pediatra Cláudia Lemos esclarece as principais dúvidas em relação aos cuidados com a saúde do bebê, nos primeiros meses de vida

Com informações da assessoria / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Os cuidados nos primeiros meses de vida de um bebê não são fáceis. Dúvidas sobre como segurar a criança, qual posição certa para dormir e o que fazer quando o bebê não para de chorar surgem a todo o momento na cabeça dos pais, que recorrem muitas vezes ao médico pediatra para receber orientação. No dia dedicado a este profissional (27 de julho), a médica pediatra e coordenadora do Pronto-Socorro Infantil da Unimed Manaus, Cláudia Lemos, esclarece as principais dúvidas em relação aos cuidados com o bebê, nos primeiros meses de vida.

Responsável por cuidar da saúde da criança e orientar a família até a adolescência, o médico pediatra atua na prevenção e diagnóstico das doenças. Esse profissional é essencial para que a criança cresça e se desenvolva de forma saudável. Cláudia Lemos diz que os pais, em geral, principalmente os de primeira viagem, começam a pesquisar e escolher o profissional que irá acompanhar o bebê ainda no período da gravidez. “Isso é importante, porque dá tranquilidade aos pais e eles podem tirar dúvidas sobre como cuidar do bebê”, detalhou.

De um a seis anos, a visita ao pediatra deve ocorrer uma vez a cada três meses, conforme orienta a SBP (Foto: Divulgação)

Uma dúvida frequente dos pais é o momento adequado para levar o recém-nascido ao pediatra. Segundo Cláudia Lemos, a primeira consulta com o médico pediatra deve ocorrer uma semana após a saída da maternidade. O pediatra fará um exame geral, verificará os reflexos, o peso e se o bebê está conseguindo sugar corretamente os seios da mãe. Se houver dúvidas, principalmente em relação à amamentação, o pediatra poderá orientar os pais a retornarem ao consultório à cada 15 dias no primeiro mês de vida da criança, até se sentirem seguros e estreitarem os laços de confiança no profissional .

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que até o primeiro ano de vida da criança seja realizada uma consulta por mês. De um a seis anos, a visita ao pediatra deve ocorrer uma vez a cada três meses. Após esse período, uma vez por ano.

Preocupação com choro e amamentação

Em relação ao tempo que o bebê deve mamar, a médica esclarece que deve ser livre demanda, conforme a solicitação do bebê. Logo após o nascimento, a criança ainda está adaptando-se ao dia e a noite, por isso, os horários das mamadas costumam ser irregulares.

Um momento que deixa os pais angustiados é quando a criança não para de chorar. A pediatra explica que os pais não devem se desesperar, porque com o tempo fica mais fácil identificar o motivo do choro. “O bebê estava acostumado com o útero, que para ele era seguro. Quando a criança nasce, ela é exposta a um ambiente completamente diferente e a única forma de expressar algum incomodo é pelo choro”, frisou.

Cláudia Lemos explica que quando a criança chora bastante os pais pensam logo que se trata de cólica e isso nem sempre procede. Nas primeiras duas semanas de vida, a criança não costuma sentir cólica, portanto, o motivo do choro é outro. Para analisar melhor a situação, o ideal é buscar orientação com o pediatra. Nos casos em que o choro é de fato causado por cólica, o médico vai verificar a alimentação da mãe do bebê, para descobrir o motivo do desconforto. Além disso, existem massagens que podem ser feitas na região da barriga da criança, que podem ajudar, conhecida como técnica de shantala. A pediatra orienta, ainda, que o recém-nascido deve sempre dormir de barriga pra cima, para evitar o risco de morte súbita. Os pais costumam também ter dúvidas se a criança sente frio ou calor. O melhor jeito de descobrir se o recém-nascido está com frio é através da mão do neném. Ela deve estar sempre quentinha. “A relação do pediatra com a família deverá ser sempre de confiança para o êxito do tratamento”, reforçou.