Tontura atinge 30% da população, segundo a OMS

Para neurologista, apesar das suspeitas, consulta é essencial para entender as causas

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Tontura é a terceira queixa mais comum em consultórios médicos do Brasil, ficando atrás apenas de dor e febre. São vários os quadros clínicos que podem levar a essa sensação. Geralmente, a tontura costuma ser confundida com a labirintite, mas, apesar de ser considerada o principal sintoma da doença, nem toda tontura deve ser classificada dessa forma.

Até quando uma pessoa termina de se exercitar na esteira, por exemplo, é normal sentir um pouco de falta de equilíbrio (Foto: Pixabay)

O neurologista Ronald Mello, cooperado da Unimed Manaus, explica que o corpo humano é formado por vários sistemas e, dentre eles, existem alguns responsáveis por manter nosso equilíbrio, como, por exemplo, o sistema vestibular — sendo que todos são coordenados pelo cérebro que recebe, processa e reenvia as informações que chegam até ele.

“Existem outras características que podem influenciar no diagnóstico da tontura, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, ansiedade e quaisquer alterações geradas por lesões ou traumas do sistema nervoso central(SNC). Por isso, quanto mais cedo procurar um especialista, maiores as chances de recuperação”, completa.

Segundo o médico, não é só a labirintite que causa tonturas e vertigem. Quando uma pessoa termina de se exercitar na esteira, por exemplo, e volta a pisar no chão, é normal sentir um pouco de falta de equilíbrio, o que não é motivo para preocupação. Outra situação que costuma provocar tontura é a pressão baixa. Isso acontece porque falta irrigação no cérebro e não por labirintite.

Outro fator é a ansiedade, quanto mais ansiosa for uma pessoa, maior é a tendência de tonturas frequentes ou intensas. E o problema não tem hora para surgir: a idade aumenta os riscos, mas crianças também podem manifestar os sintomas.

No casos dos idosos, porém, o que agrava a situação é o quadro geral. O labirinto não funciona como o dos mais jovens e outras dificuldades vêm a reboque. A visão e a força muscular, importantes para o equilíbrio, também se deterioram com o tempo. Outro agravante é o uso de remédios, muito comum nessa fase. Pela união de todos esses fatores, muitos idosos sofrem com as quedas constantes.

“O diagnóstico é fundamental para direcionar o tratamento e a medicação correta. Muitos pacientes acabam procurando remédios para labirintite. A maioria deles possui outra doença do labirinto, sendo a mais comum a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), que é tratada no consultório. No entanto, quem sofre com crises de tontura ou vertigem de forma constante deve realizar o tratamento, que pode ser feito com remédios indicados pelo neurologista, e sessões de fisioterapia, além de exercícios diários que podem ser realizados em casa”, finaliza.