Amazonas tem mais uma suspeita de raiva

Um adolescente, irmão de uma criança e de um jovem que morreram com raiva humana, está internado com encefalite

Manaus – Irmão de uma criança e de um jovem que morreram com raiva humana, um adolescente, de 14 anos, foi internado com infecção do sistema nervoso central, provocando inflamação do cérebro, no último sábado, na Fundação de Medicina Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), segundo informou a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), em nota.

Conforme a Susam, o adolescente foi internado com febre e formigamento nas mãos. Ao passar por exames e avaliação da equipe médica, foi confirmado o quadro de encefalite viral, uma infecção do sistema nervoso central que provoca a inflamação do cérebro.

O adolescente está internado na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI) da FMT-HVD e, segundo informou a Susam, está sendo acompanhado por médicos pediatras e intensivistas. A medicina intensiva é uma especialidade médica dedicada ao suporte de sistema e órgãos em pacientes que estão em estado crítico e que necessitam de acompanhamento intensivo e monitorado.

De acordo com a Susam, o diretor de assistência médica da FMT, o infectologista Antônio Magela, está acompanhando o caso e informou que o adolescente foi submetido ao protocolo americano Milwaukee, indicado pelo Ministério da Saúde (MS), com uso dos medicamentos Biopterina e Amantadina. O protocolo é a condução clínica de pacientes com suspeita de raiva e é usado na tentativa de reduzir a mortalidade dessa doença.

Ainda conforme a Susam, foram coletadas amostras biológicas do adolescente para exames e investigação do diagnóstico do paciente. Os materiais foram enviados ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

A Susam informou que o adolescente é paciente de Barcelos (a 399 quilômetros a noroeste de Manaus) e irmão do jovem, de 17 anos, e da garota, de 10 anos, que morreram, respectivamente, no último dia 16 de novembro e no último sábado. Os dois tiveram o diagnóstico confirmado de raiva humana.

Monitoramento

Conforme a Susam, a vigilância da doença está sendo reforçada nas comunidades da Reserva Extrativista do Rio Unini, entre Barcelos e Novo Airão, de onde são os dois pacientes que morreram por raiva humana. Uma das estratégias é vacinar e manter sob observação todas as pessoas mordidas por morcego na reserva, que é formada por nove comunidades.