Acordo garante que carros e motos da PM sejam abastecidos, diz comandante da corporação

Um acordo fechado com os caminhoneiros deve garantir fornecimento de combustível para áreas essenciais, conforme informou o coronel David Brandão

Manaus – Os 190 carros e motos que compõem o conjunto das viaturas da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) serão abastecidos, segundo o comandante do órgão, coronel David Brandão. Um acordo fechado com os manifestantes que bloquearam a saída da Refinaria de Manaus Isaac Sabá (Reman) deve garantir fornecimento de combustível para áreas essenciais, conforme informou o coronel. Atualmente as viaturas do governo disputam o combustível com a demanda dos demais consumidores, nos postos credenciados.

Os 190 carros e motos que compõem o conjunto das viaturas da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) serão abastecidos, segundo o comandante do órgão, coronel David Brandão. (Foto: Pablo Trindade)

Segundo o comandante, em caso de racionamento nos postos de gasolina credenciados pelo Governo do Estado, pelo menos um posto de cada zona da capital terá o reabastecimento autorizado pelos manifestantes. “Não está entrando e nem saído nenhum caminhão tanque da refinaria, e por isso estamos preocupados com a posição da segurança desde manhã. Fizemos o contato e já foi acordado pela manhã. Após uma ‘confusãozinha’, também conseguimos liberar o gás (de cozinha) para o uso geral da população”, afirmou.

A garantia, segundo o comando, cobre a frota aérea que também será abastecida. A cada 12 horas, 170 carros e 20 motocicletas da PM iniciam um novo turno, segundo a corporação.”Estamos com o plano B, C, D ou E e ainda temos uma reserva técnica. O que posso afirmar é que toda a frota na rua está com o tanque cheio”, disse David Brandão.

Serviços essenciais

Em reunião para minimizar os impactos da paralisação de caminhoneiros no Amazonas, na tarde desta sexta-feira (25), os órgãos do sistema estadual de segurança pública obtiveram de representantes do movimento o compromisso de manter o abastecimento de combustíveis aos serviços essenciais, como segurança pública, saúde e transporte coletivo na capital. Não houve sinalização pelo fim da paralisação, que é nacional, sob a alegação de que o governo federal não atende a integralidade das reivindicações.

A reunião na tarde desta sexta-feira ocorreu na sede do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Aleixo, zona centro-sul de Manaus. Desde a última segunda-feira (21), quando o movimento eclodiu em todo o país, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) está acompanhando a movimentação dos caminhoneiros, que fazem reivindicações ao governo federal pela redução do preço dos combustíveis e mudança na política de preços adotada nos últimos anos pela Petrobras.

Liderado pelo coordenador de Planejamento e Gestão Integrada, coronel da PM Fábio Pacheco, o diálogo com os representantes dos trabalhadores envolveu PM, Polícia Civil, Sinetram, PF, PRF, ABIN, Manaustrans, ANP, assessoria militar do MPE, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Estado de Administração e Gestão (Sead). Do lado dos trabalhadores, participaram dirigentes dos Sindicatos dos Caminhoneiros Autônomos (Sindiccaceam), Federação das Empresas Revendedoras de Gás Liquefeito do Estado do Amazonas e Cooperativa de Motoristas por Aplicativos.

Canal de interlocução

A reunião com os órgãos de segurança foi para abrir um canal de interlocução com os líderes do movimento. A negociação de reivindicações está sendo tratada, de forma nacional com o governo federal. “Estabelecemos negociadores para a parte administrativa e operacional e conseguimos, inclusive, restabelecer a condição do transporte coletivo de forma coerente. Os próprios manifestantes observaram que os serviços essenciais têm que ser respeitados. Eles não querem nenhum embate com o cidadão. Tem a causa deles, mas estão respeitando as autoridades constituídas”, disse o coronel Fábio Pacheco.

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