Acusados de comandar chacina em presídio em 2002 vão à julgamento nesta segunda-feira

Os réus são acusados de participar da chacina no Complexo Penitenciário Anísio Jobim; Doze detentos e um agente penitenciário foram mortos

Manaus – Gelson Lima Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz e Francisco Álvaro Pereira, tiveram o julgamento marcado para esta segunda-feira (26), a partir das 9h, no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, Avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho, bairro de São Francisco, zona sul de Manaus. Os três réus são acusados de participar da chacina no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, no ano de 2002, quando 12 detentos e um agente penitenciário foram mortos.

(Foto: Reprodução / Seap)

O processo já foi levado a julgamento no dia 4 de abril de 2013, quando o acusado Gelson Carnaúba foi condenado a 191 anos de prisão em regime fechado.

Na época, a defesa recorreu alegando, principalmente, a quebra da incomunicabilidade dos jurados e a sentença foi anulada em segunda instância.

Com isso foi determinada a realização de uma nova Sessão de Julgamento. Desde essa anulação, o Judiciário amazonense já tentou realizar o novo julgamento diversas vezes. Esta será a quinta tentativa. Entre os motivos dos adiamentos estão pedidos das partes requerendo novas diligências. Carnaúba participará por meio virtual. Os demais réus, presencialmente.

O crime

A chacina ocorreu no dia de 25 de maio de 2002, foi a primeira rebelião no Compaj e resultou na morte de 12 presos e um agente penitenciário. O crime foi motivado pela morte do detento André Luiz Pereira de Oliveira, que, segundo os presos, teria sido espancado e torturado por três agentes penitenciários. Para cometer os assassinatos, os detentos usaram revólveres, facas e martelos.

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