Acusados de matar a menina Grazielly são condenados a 12 anos

O pai da criança, Gilbervan de Jesus Elói, segundo decisão, foi responsável por asfixiar de forma mecânica, o pescoço da menina. A madrasta de Grazielly, Gilmara França de Souza, também foi condenada pelo júri popular

Manaus – Foram condenados a 12 anos e 11 meses de prisão o pai e a madrasta da menina Grazielly dos Santos Costa, acusados de matar a criança de 9 anos, em 2015, segundo informou o Tribunal de Justiça do Estado (TJAM). O caso começou a ser julgado às 11h, de terça-feira, 16, no município de Autazes (distante 118 quilômetros de Manaus) e só terminou por volta das 21h desta quarta-feira, 17.

O pai da criança, Gilbervan de Jesus Elói, estava sendo acusado de asfixiar até a morte a própria filha, para não ter que pagar a pensão alimentícia de R$100, segundo apurou o inquérito policial. O tio da criança, Gilbermilson de Jesus Elói, foi inocentado de todas as acusações. Além do pai da criança, a madrasta de Grazielly, Gilmara França de Souza também foi a júri popular para responder pelo crime.

(Foto: Divulgação/TJAM)

Gilbervan foi considerado culpado, por maioria dos votos, também pelo crime de ocultação de cadáver. O mesmo júri negou a absolvição à madrasta. “A conduta do agente é altamente reprovável, classificando-se como intensa, à vista dos modos de execução, uma vez que o delito foi praticado contra sua própria filha, tratando-se ainda de uma criança”, diz a decisão do juiz.

O réu, segundo o documento, foi responsável por asfixiar de forma mecânica, o pescoço da menina. O motivo foi considerado torpe pelo judiciário, já que a indicação era que o réu não queria reconhecer a paternidade da menina e pagar a pensão alimentícia.

Segundo o inquérito policial, Grazielly havia desaparecido a caminho da escola e foi levada em um carro, conforme declarações dos familiares, na ocasião. Ela foi encontrada morta, dois dias depois, no Ramal Timbiras, em um matagal, naquele município.

(Foto: Reinaldo Okita)

O carro usado no rapto seria de propriedade de Gilbervan e os dois outros ocupantes do veículo seriam Gilbernilson e Gilmara, conforme a denúncia. Os três negam a autoria do crime. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovou a morte por asfixia.

O julgamento já chegou a ser adiado uma vez, no final do ano passado. Conforme o TJAM, duas testemunhas estavam fora de Autazes, em tratamento de saúde, e a defesa dos acusados não abriu mão da participação delas na sessão de julgamento marcada para hoje, o que motivou o adiamento.

População revoltada em Autazes

Os moradores do município tentaram invadir a delegacia da cidade, na tentativa de linchar os acusados, em 2015. Após a tentativa um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública (SSP), com uma equipe do Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera), foi enviado à cidade para realizar a escolta dos suspeitos para a capital, assim que forem concluídos os depoimentos.

Os três suspeitos permaneceram presos no Centro de Detenção Provisória de Manaus, enquanto aguardavam julgamento.

Nesta quinta-feira (18), conforme a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Gilbervan, Gilmara, Gilbermilson foram escoltados para Autazes para acompanhar o julgamento.

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