Advogado diz que nervosismo de réu se deve ao tempo que passou em prisão federal

Advogado disse que o réu Marcos Pará passa 22 horas sozinho, por dia, em uma cela no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte

Manaus – O advogado do réu Marcos Roberto Miranda da Silva , o Marcos Pará, Eguinaldo Gonçalves, disse que o nervosismo do seu cliente na sessão de julgamento do caso Oscar Cardoso está relacionado ao tempo que ele passou na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Pará é um dos cinco acusados de envolvimento na morte do delegado da Polícia Civil do Amazonas, em março de 2014.

O julgamento está ocorrendo no Fórum Henoch Reis, nesta sexta-feira (Foto: Sandro Pereira)

O advogado disse que Marcos Pará está preso no presídio de Mossoró há um ano, onde passa 22 horas sozinho, por dia, em uma cela.

Nesta sexta-feira, durante a sessão de julgamento no Fórum Ministro Henoch Reis, Marcos Pará passou a manhã passando as mãos na cabeça, tremendo e chegou a discutir com uma das testemunhas, mas foi advertido pelo juiz do caso, Anésio Pinheiro.

“Nenhuma testemunha acusou meu cliente”, comemorou o advogado. Segundo ele, Marcos Pará estava preso em regime semiaberto, na época do crime, pediu licença para tratamento médico de três dias. Na hora da morte de Oscar Cardoso, o suspeito estava em casa, no bairro do Alvorada, afirmou o delegado.

“Ele só foi fazer um tratamento médico, e na segunda-feira já ia voltar (para o presídio). Nesse meio tempo, aconteceu isso”, disse Eguinaldo.

O advogado não informou a que tratamento médico o réu seria submetido. “Agora não me lembro”, disse.

Ainda segundo o advogado, está claro que o depoimento dado por Wiliam Rocha Bezerra foi feito sobre pressão. “Eu não tenho dúvida, vocês não sabem o que acontece dentro de uma delegacia”, disse.