Aldeia indígena recebe ‘avant premiere’ de filme sobre a lenda do guaraná

A aldeia dos índios Tatuyos, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, também foi usada como cenário para as gravações. O prefeito Arthur Neto prestigiou o evento

Manaus – O filme Wara’ná, que conta a história do guaraná, fruto típico do Amazonas, foi exibido em um telão, neste domingo (22), na aldeia dos índios Tatuyos, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé (a 30 minutos de Manaus).

Foi nessa aldeia que foram realizadas as gravações do filme e onde se deu toda a trama sobre o fruto guaraná, tendo como enredo o romance entre dois jovens indígenas, de tribos inimigas.

(Foto: Divulgação/Semcom)

O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), prestigiou o evento, segundo ele, histórico para a comunidade. Ele considerou como uma oportunidade para disseminar e fortalecer a cultura indígena no Brasil.

“Para nós é muito comovente isso. Presenciarmos uma equipe jovem vir aqui nessa comunidade para valorizar uma cultura indígena de dez mil anos. O Cristian (diretor) fez o que muitos disseram que iam fazer, mas não fizeram. Esse filme, se Deus quiser, vai ganhar o mundo”, disse o prefeito, ao ponderar que é necessário usar projetos como esse para, segundo ele, saber casar a economia com a ecologia.

O cacique Pinô (Cobra Grande do Rio), da Tribo Tatuyos, afirmou que estava ansioso para ver o filme pronto e ressaltou que espera despertar o mundo para a cultura indígena e suas riquezas. “Essa produção vai levar conhecimento para as pessoas. Estávamos ansiosos e recebemos isso com muito carinho e de braços”, comemorou o cacique.

Conforme o diretor do filme, Christian Monassa, a ideia de filmar uma história na tribo com os indígenas, veio após ele visitar a festa do Guaraná, em Maués. Monassa destacou que como os indígenas são os protagonistas de toda a produção, ele se comprometeu em dividir com a comunidade o resultado do trabalho.

“O filme Wara’na conta a história da origem do fruto de guaraná. Junta no mesmo filme os personagens das lendas de “Curumim” e “Ceraceporanga”, que vivem uma grande história de amor proibida, pois pertencem a tribos inimigas (os Sarteré Mawés e Mundurucus). Inspirado na história de “Romeu e Julieta”, no território indígena”, disse.

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(Foto: Divulgação/Semcom)

 

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(Foto: Divulgação/Semcom)