AM lança nota técnica para políticas públicas em bioeconomia

De acordo com a Sedecti, o estudo é resultado de um extenso trabalho de escuta ativa

Manaus – Com o objetivo de divulgar a construção das diretrizes para políticas públicas para a bioeconomia no Amazonas, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) lançou Nota Técnica conceitual, tendo por finalidade a construção de uma política pública inclusiva e alinhada para a bioeconomia no estado do Amazonas.

Módulo inaugural da Rainforest Social Business School (RSBS). (Foto: Divulgação/Sedecti)

O anúncio foi feito na noite da quinta-feira (29) pelo titular da Sedecti, Jório Veiga, juntamente com a secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação da pasta, Tatiana Schor, durante o módulo inaugural da Rainforest Social Business School (RSBS) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), do curso de Pós-graduação em Gestão de Negócios na Floresta Amazônia, na primeira aula da disciplina “Seminários 1”, ministrada em formato on-line para alunos em sete municípios do Amazonas.

De acordo com a Sedecti, a nota técnica irá nortear o conceito de bioeconomia dentro do conjunto de políticas públicas do Estado do Amazonas. O estudo é resultado de um extenso trabalho de escuta ativa realizado por meio de ações coordenadas pela Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) da Sedecti, desde 2019.

Fazem parte dessas ações os painéis realizados nos seguintes eventos: Feira de Sustentabilidade do Polo Industrial de Manaus – FesPIM (2019); I Seminário de Bioeconomia da 42ª Expoagro do Amazonas (2020); o artigo científico “O Valor da diversidade para a bioeconomia” publicado na revista científica Página 22 (2021), além do Fórum de Inovação em Investimento na Bioeconomia Amazônia – F2iBAM (2021). Todas essas ações estão articuladas ao Programa InovaSocioBio da Sedecti.

O secretário Jório Veiga destacou, durante a aula inaugural, quais foram os norteadores para se construir as diretrizes da bioeconomia no Estado do Amazonas e a necessidade urgente da diversificação da matriz econômica local.

“Quando a gente pensou no programa Bioeconomia Amazonas, fizemos ele acreditando que a nossa biodiversidade contém os elementos necessários para dar uma vida melhor para a humanidade porque nós não podemos ficar só aqui. O nosso bioma é tão grande que a gente tem que ajudar a humanidade como um todo. Seja na saúde, na alimentação, na distribuição de riquezas, na regulação do clima e no bem estar social, melhorando as condições de vida e dando a oportunidade para que as pessoas fiquem em suas regiões, sem ter que migrar para uma outra área que lhes dê a oportunidade”, enfatizou o secretário.

Para Veiga, a solução para uma nova matriz econômica, tendo como base a bioeconomia amazônica, está em “criar novos produtos eficientes, de qualidade e de origem inquestionável e constantes, com certificação de origem e conservando o nosso banco genético”.

“Estamos hoje aqui neste curso para começar a despertar em vocês não só o desejo por empreender, mas as oportunidades de aprendizado aqui e fora daqui, para que possam, conhecendo todas as técnicas e oportunidades, desenvolverem-se e serem esses agentes de transformação. É isso o que esperamos de vocês. São vocês que irão levar a bioeconomia que hoje é um traço na nossa matriz econômica, para uma realidade de mais de 10% do PIB em alguns anos”, assinalou Jório, ao declarar que a perspectiva para a bioeconomia no Amazonas é chegar a um patamar de até 12% do Produto Interno Bruto (PIB) no estado.

A secretária executiva da Secti, Tatiana Schor, salientou que a nota técnica foi produzida a partir de um entendimento conceitual de bioeconomia pensando nas especificidades do Amazonas, após um trabalho de escutas ativas que vem sendo realizado desde 2019.

“É importante ressaltar que todo esse processo, com essas ações de escutas ativas, foi feito para mostrar que não tiramos esse conceito da nossa cabeça. Esse conceito sobre bioeconomia, que está em processo de construção da política estadual sobre esse tema, vem após a interlocução de vários atores e o próximo passo será a aprovação da lei para o segmento no Amazonas”, revelou a secretária.

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