Amazonas reduz casos de hanseníase em dez anos

De acordo com dados do Sinan, o Estado está entre as dez regiões com as menores taxas de novos casos por 100 mil habitantes

Manaus – O Amazonas está entre os dez Estados brasileiros com as menores taxas de detecção de novos casos de hanseníase por 100 mil habitantes. De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, a taxa de casos novos no Estado é de 10,31, enquanto a taxa nacional é de 13,70.

Em Manaus, a Fundação Alfredo da Matta é a unidade de diagnósticos (Foto: Divulgação/Secom)

Esta é a menor taxa registrada pelo Amazonas nos últimos dez anos (2009-2018), com dados consolidados pelo Ministério da Saúde, informou o secretário de Estado de Saúde, Rodrigo Tobias.

“Em 2009, por exemplo, a taxa do Amazonas era de 21,54. Os dados de 2019 ainda não foram consolidados pelo Ministério da Saúde. Mas o Estado se manteve entre os dez com os menores índices”, informou Rodrigo Tobias. Segundo o secretário, o Amazonas já chegou a liderar o ranking de casos da doença.

Na região Norte, o Amazonas é o Estado com a menor taxa. O Pará apresenta 30,44; Acre 15,79; Rondônia 40,63; Roraima 20,16; Amapá 13,41 e Tocantins 109,32.

Campanha

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) promovem nesta terça-feira (7) a abertura da programação da campanha Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a hanseníase.

A partir das 8h, no Shopping Phelippe Daou, na zona leste, a população terá acesso à consulta dermatológica e clínica geral. A programação de abertura inclui também os serviços de corte de cabelo, bandeiraço e distribuição de material educativo que será oferecido pelos órgãos estadual e municipal.

“A agenda de mobilização busca reforçar o compromisso de controlar, oferecer diagnóstico e tratamento corretos, além de difundir informações para combater o preconceito em torno da doença”, explicou o titular da Susam.

A diretora técnica da Fundação Alfredo da Matta (Fuam), Lucilene Sales, explica que a unidade é referência no tratamento da doença e trata casos mais graves. Segundo ela, as pessoas com os sintomas da hanseníase não precisam se deslocar até a Fuam, e podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para obter o diagnóstico e tratamento.

“A Atenção Básica está capacitada para diagnosticar e tratar a hanseníase. Então, os postos de saúde, as Unidades Básicas (UBS) também são porta de entrada desses casos. Assim como a Fuam, que trata os casos mais graves, mas também recebe e orienta os pacientes”, disse a dermatologista e diretora técnica da Fuam.

A orientação da especialista é que, ao apresentar sintomas como manchas claras ou vermelhas na pele com diminuição da sensibilidade, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés, o paciente procure a UBS mais próxima. Os casos mais graves serão encaminhados pela própria UBS para atendimento na rede da Susam.

Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos três anos foram registrados 1.333 casos da doença no Amazonas.

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