Antenas instaladas na torre do Musa passam rastrear aves migratórias

O Sistema de Transmissão Motus pode detectar e rastrear qualquer espécie da fauna que tenha um transmissor compatível, um tipo de chip, numa distância de 20 quilômetros

Manaus – Uma ação inédita fez o Brasil ingressar num sistema global e colaborativo de monitoramento da migração de aves em todo o mundo. Um conjunto de três antenas instalado no topo da Torre de Observação do Museu da Amazônia (Musa) está fazendo o rastreamento de aves através do Sistema de Transmissão Motus. O equipamento pode detectar qualquer espécie da fauna que tenha um transmissor compatível, um tipo de chip, numa distância de 20 quilômetros. Países como o Canadá e os Estados Unidos já contam com inúmeras antenas como a que foi instalada na cidade de Manaus, no Amazonas.

A ação é inétida no Brasil (Foto: Divulgação/Musa)

O objetivo inicial é estudar a andorinha-azul (Progne subis), uma espécie que se reproduz na América do Norte, mas inverna entre os meses de setembro e março na América do Sul, principalmente na Amazônia brasileira. Uma das antenas tem capacidade de captação de 360 graus, as outras duas são direcionais. O sistema foi instalado, no dia 19 de novembro, na torre que tem 42 metros de altura e fica acima da copa das árvores, dentro da Reserva Florestal Adolpho Ducke.

“É um privilégio para o equipamento poder usar a torre do Musa, que é um monumento à floresta, as aves. É um monumento ao conhecimento que nós buscamos na natureza”, afirmou Ênio Candote, diretor do Musa.

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