Apenas 6,41% da população de Manaus afirma possuir o hábito de fumar

Os dados são do Ministério da Saúde, referentes a 2018 e foram divulgados nesta sexta-feira (31), Dia Mundial Sem Tabaco

Manaus – O Ministério da Saúde divulgou que 6,4% da população em Manaus afirma que possui o hábito de fumar. O dado é inferior ao da média do País em que 9,3% dos brasileiros afirmaram fumar. Os dados são referentes a 2018 e foram divulgados nesta sexta-feira (31), Dia Mundial Sem Tabaco.

Os dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontam que, em Manaus, foram entrevistadas 1.601 pessoas, sendo 575 homens e 1.026 mulheres.

Os dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) (Foto: EBC)

No cenário nacional, o Vigitel aponta para houve uma redução de quem afirma fumar. Em 2006, na primeira edição da pesquisa, o sistema de vigilância identificou que esse índice era de 15,6%.

Redução

Nos últimos 12 anos, a população entrevistada reduziu em 40% o consumo do tabaco, o que demonstra a tendência nacional observada, ano após ano, de queda constante desse hábito nocivo para a saúde, conforme o Ministério da Saúde.

Realizada com maiores de 18 anos nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, o Vigitel é uma pesquisa telefônica sobre diversos assuntos relacionados à saúde. Para a edição mais recente, foram entrevistados 52.395 pessoas entre janeiro e dezembro de 2018.

Perfil

O Vigitel revela, ainda, que o perfil dos tabagistas vem mudando ao longo dos anos. A queda de uso do tabaco é significativa em pessoas de 18 a 24 anos de idade (12% em 2006 e 6,7%, em 2018), 35 e 44 anos (18,5% em 2006 e 9,1% em 2018) e entre 45 a 54 anos (22,6% em 2006 e 11,1% em 2018). As mulheres também vêm assumindo um protagonismo importante nesse cenário, superando a média nacional, reduzindo em 44% o hábito de fumar no período.

Tabagismo

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, sendo responsável por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, até o final de 2019, sejam registrados 31.270 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão em decorrência do tabagismo, sendo 18.740 em homens e 12.530 em mulheres.

O câncer de pulmão é o segundo mais frequente no País. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que 27.833 pessoas foram a óbito em 2017, devido a essa causa. Entretanto, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, as consequências dos cigarros não são apenas essas.

O número de mortes e internações é maior quando se considera que o tabagismo causa outras doenças. Segundo o INCA, em 2015, as mortes com relação direta ao uso do tabaco são: doenças cardíacas (34.999); doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC (31.120); outros cânceres (26.651); câncer de pulmão (23.762); tabagismo passivo (17.972); pneumonia (10.900) e por acidente vascular cerebral – AVC (10.812).

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