Após 18 dias internado, universitário diagnosticado com meningite recebe alta em Manaus

Ele ficou 18 dias internado no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. Após apresentar melhora, o jovem recebeu alta no último domingo (6)

Manaus – Após 18 dias internado, o universitário de 17 anos, que recebeu o diagnóstico de meningite meningocócica, recebeu alta médica no último domingo (6). Ele estava internado no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na zona centro-sul de Manaus.

O jovem estava internado no Hospital e Pronto-socorro 28 de Agosto (Foto: Eraldo Lopes)

Conforme a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), o paciente foi internado, no dia 18 de abril, por volta das 5h, e levado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, sob ventilação mecânica. Ele foi internado em estado de saúde grave.

O adolescente é aluno da Faculdade Estácio, em Manaus. A instituição de ensino superior chegou a suspender as aulas para que houvesse uma higienização nos ambientes. Logo após a divulgação do caso, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) confirmou o diagnóstico e informou que foi desnecessária a evacuação da instituição de ensino.

O caso de meningite foi confirmado por meio de exame de líquor e foi provocado por uma bactéria. A Semsa ressaltou que a doença não é viral e para que haja o contágio é necessário contato com o doente por pelo menos cinco dias seguidos.

Casos

A Semsa informou ainda a notificação de 43 casos suspeitos de meningite na capital, sendo 22 confirmados como meningites e dois positivos para a doença meningocócica somente este ano. Segundo o Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae), há registro de casos de meningite durante o ano todo em Manaus, mas que a ocorrência de doença meningocócica é menos frequente.

Os dois casos confirmados da doença meningocócica é de uma criança em março e do universitário que recebeu alta. No ano passado, foram notificados 210 casos suspeitos, dos quais 49 foram descartados e 161 confirmados, sendo 13 positivos para doença meningocócica. Segundo o órgão, as 53 pessoas mais próximas ao estudante receberam a quimioprofilaxia e foram monitoradas pela equipe do Devae.

Doença meningocócica

A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda das membranas que recobrem o cérebro. O meningococo é transmitido por meio de secreções respiratórias e da saliva, durante contato próximo ou demorado com o portador, especialmente entre pessoas que vivem na mesma casa. A bactéria não é tão contagiosa como o vírus da gripe, por exemplo, e não há transmissão por contato casual ou breve, ou simplesmente por respirar o ar onde uma pessoa com a doença tenha estado. Já os ambientes com aglomeração de pessoas oferecem maior risco de transmissão e contribuem para desencadear surtos.

A doença pode ser letal ou, em caso de recuperação do paciente, dependendo da reação do organismo, deixar ou não sequelas, como surdez, cegueira, problemas neurológicos, membros amputados. Uma das formas de prevenção da meningite é a vacina, disponível na rede pública de saúde conforme o Calendário Básico de Vacinação do Programa Nacional de Imunização. A imunização primária consiste de duas doses, aos 3 e 5 meses de vida e o reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os 4 anos de idade. A vacina meningocócica C também é indicada para adolescentes de 11 a 14 anos de idade.

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