Após 20 horas, policiais militares do AM decidem encerrar paralisação

De acordo com o presidente da Associação de Praças do Estado do Amazonas, Gerson Feitosa, os PMs decidiram voltar a trabalhar normalmente a partir da tarde desta quinta-feira

Manaus – Policiais militares do Amazonas decidiram encerrar, na tarde desta quinta-feira (15), a operação Defesa, que levou cerca de 95% dos profissionais da categoria a paralisar as atividades no Estado. Durante reunião na tarde desta quinta, cerca de 20 horas após o início da paralisação, o governador Amazonino Mendes (PDT) prometeu atender todas as solicitações feitas pelos policiais, na sede da Associação dos Cabos e Soldados (ACS).

Na 26ª, no Santa Etelvina, também houve falta de efetivo na troca de turno desta manhã (Foto: Pablo Trindade)

Segundo o presidente da Associação de Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, os PMs decidiram voltar a trabalhar normalmente a partir da tarde desta quinta-feira. “Temos 30% de data-base acumulada e o governador vai começar a pagar 8% dessa data-base e o resto será parcelado para ser pago no decorrer do ano. São cerca de 800 policiais de todo o Amazonas esperando por promoções que serão atendidos. O governador se comprometeu e nós determinamos o fim da operação Defesa”, explicou.

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O presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS), Igo Silva, conta que o governador se comprometeu em atender aos pedidos dos policiais. “Ele prometeu rever o parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que impede a promoção de militares por tempo de serviço (Lei Estadual 4.044/2014) e a começar a pagar a data-base”, disse.

De acordo com o governador, todos que estão esperando a promoção serão atendidos e a data-base dos policiais será concedida. “Todos vão ser promovidos e no dia 4 de abril vão ter a data-base”, disse Amazonino Mendes.

As Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms) registraram falta de policiais militares, nas primeiras horas desta quinta-feira, em Manaus. Os PMs cumpriram a paralisação, chamada ‘Operação Defesa’. A categoria exige, do governador Amazonino Mendes, a suspensão do parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que impede a promoção de militares por tempo de serviço (Lei Estadual 4.044/2014), além do pagamento de salários atrasados, pagamento imediato da data-base, fardamento e coletes balísticos.

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