Após confusão no T4, cerca de 50% dos ônibus circulam em Manaus

O Sinetram informou que, às 11h, 640 ônibus do transporte público operavam em todas as zonas da capital. Na manhã desta segunda, cerca de 100 mil pessoas foram afetadas com o 7º dia de greve dos rodoviários

ManausApós uma confusão na zona leste de Manaus, causada pela revolta da população com o 7º dia de greve dos rodoviários, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que, às 11h, cerca de 49% do transporte público estava circulando na capital. De acordo com o Sinetram, 640 ônibus estão operando normalmente nas ruas, em todas as zonas, dos 850 ônibus que saíram das garagens no início da manhã.

Parte da frota de ônibus está circulando em Manaus, nesta segunda-feira (Foto: Divulgação/Manaustrans)

Ainda conforme o Sinetram, cerca de 100 mil pessoas foram afetadas nessa manhã. Além dos terminais 3 e 4, os sindicalistas pararam os terminais nos bairros Petrópolis, Vila Marinho, Bairro da Paz e Conjunto Augusto Montenegro.

De acordo com o sindicato, 61 ônibus foram depredados pela população, na manhã desta segunda-feira (4), a maioria no Terminal 4, após os rodoviários decidirem parar no local. A manifestação contrária à greve seguiu até à Bola do Produtor, onde mais ônibus foram depredados, incendiados, e as vias de acesso à rotatória foram bloqueadas.

GALERIA DE FOTOS: População se revolta, bloqueia avenidas e depreda ônibus

A greve, anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), descumpre decisão do juiz plantonista Antônio Gonzaga, que impôs multa de R$ 1 mil, por hora, a cada motorista que aderir à greve. O Sinetram disse que já acionou a Justiça, informou o descumprimento da liminar e aguarda que as medidas cabíveis sejam tomadas.

Greves descumprem decisões da Justiça

As paralisações da categoria, que acontecem diariamente desde a última terça-feira (29), vêm descumprindo diversas outras decisões da Justiça. A greve, iniciada na última terça-feira, descumpre decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), da 11ª Região. Em liminar, expedida no dia, pela presidente do TRT, desembargadora Eleonora de Souza Saunier, a multa pelo descumprimento foi ampliada de R$ 30 mil para R$ 200 mil por hora de paralisação.

Em mais uma decisão judicial, deferida no domingo (3), o juiz plantonista Antônio Itamar de Souza Gonzaga, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), determinou o funcionamento da frota para esta segunda-feira (4), que, em caso de descumprimento, a multa seria de R$ 1 mil reais por hora aplicada aos motoristas das empresas concessionárias do serviço público.

Em outra decisão, desta vez solicitada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), o juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, Gerfran Carneiro Moreira acolheu o pedido para que o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) não impeçam o acesso dos funcionários às empresas, tampouco a saída de veículos, e que eventuais manifestações sejam feitas a uma distância de 100 metros das entradas das garagens.

A Prefeitura de Manaus informou que monitora desde a última terça-feira (29), o movimento grevista dos operadores do Sistema de Transporte Coletivo da capital, que desobedece a decisão da Justiça do Trabalho que impedia a realização de qualquer tipo de paralisação ou ação que viesse a lesar o sistema e, consequentemente, a população, sob pena de multa.

O prefeito Arthur Virgílio Neto chegou a mediar diversas reuniões entre representantes das empresas e dos rodoviários para evitar que a população ficasse sem transporte. No último sábado (2), o prefeito e sua comitiva esteve no Centro Integrado de Controle e Comando (CICC), zona Centro-Sul, para monitorar a liberação da frota do transporte coletivo e, após telefonar para o governador Amazonino Mendes, reuniu-se com o governador em exercício, desembargador Flávio Pascarelli, de quem teve a garantia de amplo apoio no que for necessário para que não haja mais prejuízo aos usuários de ônibus.

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