Após falar em pós-pandemia, Wilson Lima agora afirma que AM terá terceira onda; veja vídeo

Governador ainda fala que a culpa é da população: “Nós vamos, sim, ter uma terceira onda, que, infelizmente, muita gente está contribuindo pra isso”

Manaus – Durante reunião que flexibilizou os serviços não essenciais no Estado, o governador do Amazonas, Wilson Lima, afirmou que o Estado passará por uma terceira onda. A declaração vai na contramão das falas anteriores de Wilson, que afirmava já estarmos vivendo o pós-pandemia.

Wilson lima governador (Foto: Reprodução)

Após falar em pós-pandemia, Wilson Lima agora afirma que AM terá terceira onda. (Foto: Reprodução)

Acerca da terceira onda, ele se posicionou culpando a população: “Nós vamos, sim, ter uma terceira onda, que, infelizmente, muita gente está contribuindo pra isso”.

A fala de pós–pandemia foi dita pelo governador no mês de março, pouco após o Amazonas registrar mortes recordes no Estado. Na época o governador afirmou que: “São mudanças que a gente faz estratégicas, entendendo o momento que a gente está vivendo agora de pós-pandemia e que a gente precisa avançar em algumas áreas, principalmente na área do social”, através de nota divulgada a imprensa.

A fala de terceira onda de Wilson Lima repercutiu pois ocorreu no mesmo dia em que o governador flexibilizou ainda mais os serviços não essenciais no Amazonas, mesmo que ainda na fase laranja e com alta ocupação dos leitos no Estado.

Durante o evento, uma empresária interrompeu o discurso de Wilson Lima e fez questionamentos ao governador com relação a terceira onda. “Se já se sabe da terceira onda, começa a fazer hospital de campanha, aumentar produção de oxigênio, é você quem tem que se precaver, não nós”, afirmou ela ao governador do Estado.

Assista:

Wilson Lima argumentou não ter como justificar aos órgãos de controle os altos investimentos que isso traria, apesar de algumas compras do governo terem sido feita com dispensas de licitação durante a pandemia.

Ainda na fala, o governador revelou ter descoberto antes dos amazonenses que faltaria oxigênio no fatídico dia 14 de janeiro, que foi o ápice do colapso nos hospitais do Amazonas.

No discurso, ele disse: “O dia 13 de janeiro foi meu pior dia quanto governador e quanto ser humano, quando me ligaram dez da noite e disseram assim: governador, o senhor precisa vir agora aqui no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle)”, nessa ida o governador era avisado que a fornecedora de oxigênio dos hospitais do Estado perdera o controle sobre a reposição do produto.

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