Após gravuras rupestres serem pintadas, fiscalização é realizada em Manaus

As gravuras do sítio arqueológico Ponta das Lajes passam boa parte do tempo submersas e voltaram a aparecer com a seca

Manaus – Após a veiculação de notícias sobre possíveis danos ao pedral com gravuras rupestres visível com a seca do rio Negro, no sítio arqueológico Ponta das Lajes, a guarda municipal realizou uma fiscalização no local que fica no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste de Manaus.

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(Foto: Divulgação / Semseg)

As gravuras do sítio arqueológico Ponta das Lajes passam boa parte do tempo submersas. Elas haviam ficado visíveis na última grande seca, em 2010. Neste ano, em que a cidade registrou a maior vazante em 121 anos de leitura pelo porto de Manaus, elas voltaram a ficar expostas, atraindo curiosos ao lugar. Por esta razão, o Iphan teme que os visitantes danifiquem ou subtraiam parte do material, que é considerado patrimônio cultural brasileiro.

Em nota divulgada nesta semana, o  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) destacou que todos os bens arqueológicos pertencem à União, sendo que a legislação veda qualquer tipo de aproveitamento econômico de artefatos arqueológicos, assim como sua destruição e mutilação. Além disso, para realização de pesquisas de campo e escavações, é preciso o envio prévio de projeto arqueológico ao Iphan, que avaliará e, só então, editará portaria de autorização. Assim, qualquer pesquisa interventiva realizada sem autorização do Iphan é ilegal e passível de punição nos temos da lei.

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(Foto: Divulgação / Semseg)

O assessor técnico da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), Ney Andrade; o engenheiro da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), Renato Martins, chefe da Divisão de Minimização e Prevenção de Desastres da Defesa Civil de Manaus; a superintendente estadual do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro; o vice-presidente e a coordenadora de Comunicação Institucional do Instituto Soka Amazônia, Milton Fujiyoshi e Dulce Moraes, respectivamente, realizaram visita ao local.

“A superintendente estadual do Iphan no Amazonas nos procurou e pediu nosso apoio para a preservação do patrimônio histórico. Com a baixa do rio Negro, apareceu uma grande formação de pedras com gravuras antigas e que o acesso de pessoas a esses locais pode vandalizar ou destruir esses artefatos arqueológicos. Por esta razão, prontamente nos colocamos à disposição, remanejando uma guarnição da Guarda Municipal para realizar ronda naquela área”, explicou o secretário da Semseg, Sérgio Fontes.

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