Após inspeção em maternidade, DPE identifica que unidade precisa de melhorias

Entre os destaques verificados na Maternidade Ana Braga, está a necessidade de ampliação do número de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) maternas

Manaus – Após realizar uma inspeção na Maternidade Ana Braga, na manhã desta quinta-feira (28), a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) identificou a necessidade de melhorias na assistência ao parto na unidade, que está situada no bairro de São José, zona leste.

Além de informações recebidas da diretora da unidade, Gláuria Tapajós Said, os defensores Caroline Souza, Suelen Paes e Thiago Rosas vão analisar documentos e relatos ouvidos no local para fazerem recomendações à direção da unidade.

Os defensores estiveram na unidade de maternidade, nesta quinta-feira (28) (Foto: Divulgação)

A decisão de realizar inspeções, que vão acontecer nas demais maternidades da capital, foi tomada a partir da instauração de um Procedimento Administrativo de Apuração de Dano Coletivo (PADAC) para investigar casos em série de violência obstétrica nas maternidades e hospitais públicos e privados no Amazonas.

A iniciativa ocorre em função do volume de casos semelhantes recebidos e acompanhados pela DPE-AM, incluindo a morte de uma mulher de 35 anos e de um bebê durante o parto, na Maternidade Balbina Mestrinho, na madrugada do 17 deste mês.

Entre os destaques verificados na Maternidade Ana Braga, está a necessidade de ampliação do número de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) maternas.

“Colhemos vários dados e vamos trabalhar no tratamento deles com o objetivo de buscar uma parceria com as unidades para tentar, extrajudicialmente, melhorar a assistência de forma que as diretrizes do Ministério da Saúde sejam seguidas”, explicou a defensora Suelen Paes, destacando a importância de se priorizar práticas atualizadas da medicina baseadas em evidências. Só se isso não for conseguido, a DPE-AM  buscará judicialmente resolver os casos de denúncias registrados.

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