Após protestos de alunos, Ufam firma acordo com Prefeitura para melhoria de cursos em Coari

A iniciativa acontece após protestos realizados por universitários da Ufam em Coari durante a semana. Eles reivindicavam melhoria na infraestrutura dos cursos

Manaus – A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) firmou acordo com a Prefeitura de Coari para beneficiar todos os cursos do Instituto de Saúde e Biotecnologia da Ufam (ISB/UFAM). O acordo visa o acesso de discentes e docentes dos cursos à rede de atenção à saúde municipal de Coari visando a realização de aulas práticas, estágios e preceptoria constantes na matriz pedagógica dos cursos. A iniciativa acontece após protestos realizados por universitários da Ufam em Coari durante a semana.

 

A iniciativa acontece após protestos realizados por universitários. (Foto: Divulgação)

O acordo deve beneficiar os cursos de Matemática, Física, Biologia, Química, Biotecnologia, Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Medicina. O reitor, professor Sylvio Puga, declarou que o Acordo de Cooperação Técnica inaugura uma nova fase, na parceria entre a Ufam e PMC.”Todos os cursos serão contemplados nas ações, permitindo a discentes, docentes e técnicos-administrativos da Instituição, a participação em atividades integradas e articuladas, no âmbito da extensão, pesquisa e atividades de campo. É um passo significativo e de fortalecimento desse diálogo com a Prefeitura”, disse.

O vice-reitor, professor Jacob Cohen, na ocasião disse que o Acordo é um grande passo para aprofundar as relações institucionais e reafirmou seu compromisso, com o todas as Unidades Acadêmicas do Interior. O prefeito Adail Filho manifestou satisfação em assinar o Termo de Cooperação Técnica, por entender que a Ufam foi a primeira Universidade a se instalar em Coari ainda na década de 1970, cuja parceria entre a Ufam e PMC tem 40 anos.

A reportagem da Rede Diário de Comunicação (RDC) entrou em contato com universitários que reivindicavam melhoria na infraestrutura dos cursos. Eles ocuparam a coordenação acadêmica da instituição em protesto. A ocupação, que começou na segunda-feira (12) e se estendeu até esta sexta (16), contou com mobilização de cerca de 50 alunos. Ainda nesta sexta-feira, os universitários fizeram uma carreata com a chegada do reitor Sylvio Puga ao município.

A estudante do 4º período de Medicina, Yasmin Nogueira, afirmou que as manifestações começaram no dia 8 de março, por melhorias no curso e contra falta de infraestrutura, de laboratórios e salas de aula. “Os protestos começaram na semana passada e decidimos ocupar o campus justamente na intenção de trazer o reitor ao município”, disse.

“A principal reivindicação é contra a falta de professor e infraestrutura, como salas e laboratórios para aulas práticas. As aulas deveriam iniciar no dia 5 de março, mas os acadêmicos de Medicina estão sem aula porque nem o prédio da faculdade ainda foi entregue. Estamos em uma sala improvisada pela universidade. O curso já iniciou sem estrutura, o campus já possui prédios para outros cursos, mas nós ainda não temos”, afirmou Yasmin Nogueira.

 

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