Apreensão em drogarias somam quase 200 kg de medicamentos

Medicamentos estavam em condições impróprias, armazenados em péssimas condições e desrespeitando as orientações do fabricante

Manaus – Quase 200 quilos de produtos farmacêuticos foram apreendidos pela Vigilância Sanitária da Prefeitura de Manaus (Visa Manaus) durante a operação Panaceia, realizada na última segunda-feira (26), com o objetivo de coibir o funcionamento irregular e clandestino de farmácias e drogarias na capital. Os itens apreendidos formavam o estoque dos dois estabelecimentos interditados durante a ação, ambos na zona leste.

Em uma das drogarias, situada na avenida da Penetração II, no Novo Aleixo, os fiscais da Visa apreenderam 745 tipos diferentes de produtos, totalizando 180 quilos. Na outra, localizada na avenida Nova Esperança, no bairro Tancredo Neves, foram apreendidos 180 tipos (14,3 quilos). Os produtos estavam em forma de comprimidos, drágeas, cápsulas, pastilhas, soluções e suspensões de uso oral, injetáveis, pomadas, cremes, soluções oftálmicas e otológicas e, ainda, vitaminas e suplementos.

Os itens apreendidos formavam o estoque dos dois estabelecimentos interditados durante a ação (Foto: Semcom/ Divulgação)

Riscos à saúde

De acordo com a diretora da Visa Manaus, Maria do Carmo Leão, a apreensão ocorreu para impedir o comércio de produtos em condições inadequadas e com riscos à saúde dos consumidores, e para evitar que as unidades voltem a abrir as portas, desrespeitando a interdição. Elas eram reincidentes no descumprimento das normas e por várias vezes romperam ilegalmente o lacre da Vigilância, voltando a operar sem autorização dos órgãos fiscalizadores.

A fiscal farmacêutica Luciana Don informou que os medicamentos apreendidos estavam em condições totalmente impróprias, sem procedência (não foram identificados os fornecedores por ausência de documentos fiscais), armazenados em péssimas condições e desrespeitando as orientações do fabricante. “Os proprietários agora serão convocados pela Visa para tratar sobre os produtos e, ao final do processo, o material deve ser inutilizado nas condições exigidas por Lei”.

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