Asprom anuncia greve após retorno às aulas

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus decidiu por greve em assembleia, após o retorno das aulas presenciais na rede pública estadual para o Ensino Médio. Pela manhã, a categoria promoveu um ato

Manaus – O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) instaurou greve da categoria, na tarde desta segunda-feira (10), em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, no bairro Praça 14, zona sul de Manaus.

A Asprom Sindical decidiu deflagrar a greve após o retorno das aulas presenciais na rede pública estadual de ensino, nas escolas de Ensino Médio. Na última quarta-feira (5), os professores e pedagogos foram até a sede do governo para dialogar com o governador Wilson Lima, mas não foram recebidos.

Foto: Marcos Lima

Segundo a Asprom Sindical, o pedido era para que fossem feitos testes para detecção da Covid-19 nos professores e pedagogos; abertura de janelas nas salas de aula para circulação do ar e que os ônibus do transporte público fossem fiscalizados para garantir a segurança de alunos e professores no trajeto até a escola.

Após a negativa de diálogo com o governador, os professores e pedagogos se reuniram e decidiram deflagrar a greve. Como há um prazo legal de 72 horas, nesta segunda-feira o sindicato realizou o indicativo de greve que passa a valer a partir desta terça-feira (11).

A Asprom Sindical informou que tem mais de mil sócios e que todos os professores não vão às salas de aula na terça-feira. Também foi informado que o professor que quiser aderir a greve está respaldado pela lei.

“Tentamos diálogo com o governo, mas não fomos atendidos. Nossa decisão está baseada em estudos científicos que mostram a volta às aulas representa um risco à vida. Decidimos preservar a vida e deflagramos a greve para proteger alunos e professores”, disse o diretor de Comunicação do Asprom Sindical, Lambert Melo.

Participou da assembleia o pesquisador Lucas Ferrante, que coordena estudos sobre a Covid-19. Ele ressaltou que o risco é grande com a volta às aulas de termos um novo pico da doença já no mês de agosto, que deve durar até setembro.

“O número de casos não diminuiu na cidade e as crianças são assintomáticas. Elas podem transmitir para os professores que são do grupo de risco e contaminar seus pais e avós em casa. Ainda estamos com a transmissão comunitária e o risco de um novo pico é grande”, disse o pesquisador.

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