Associação de Mulheres de Carreira Jurídica comemora 30 anos: ‘todas nós somos capazes’

Entidade comemora, nesta segunda-feira, três décadas de atuação no Estado. Presidente destacou desafios que ainda precisam ser vencidos

Manaus – A Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica – Comissão Amazonas (ABMCJ-AM) comemora seus 30 anos de atuação no Estado. Na manhã desta segunda-feira (12), autoridades estiveram presente na solenidade, no Fórum Henoch Reis, zona sul, em comemoração ao Jubileu de Pérola.

A presidente da ABMCJ-AM, desembargadora Liana Belém Pereira Mendonça de Souza, destacou a importância da entidade no Amazonas e apontou que alguns desafios ainda precisam ser vencidos. “O principal desafio para a mulher é tentar conquistar lugares de direção. Todas nós somos capazes e, aos poucos, vamos conquistamos nosso espaço, então há muito o que comemorar”, disse.

Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica – Comissão Amazonas (ABMCJ-AM) comemora seus 30 anos de atuação no Estado (Foto: Pablo Trindade)

A presidente nacional da ABMCJ, delegada de polícia Laudelina Inácio, afirma que, nestes 30 anos, a mulher de carreira jurídica sonhou com cargo e valorização da mulher que ocupa seu espaço pouco a pouco. “São 30 anos de luta que hoje nós estamos comemorando aqui no Amazonas. As mulheres não tinham oportunidade de exercer o trabalho de igualdade. Hoje, já podemos ver mulheres no mundo jurídico, como a Ministra Carmen Lucia, do STF (Superior Tribunal Federal)”, ressaltou.

Apesar de alguns espaços já conquistados, a presidente nacional da associação ainda percebe a falta de mulheres em alguns cargos públicos.“Nunca tivemos mulheres presidente da OAB, têm Estados brasileiros que nunca tivemos uma secretária de segurança pública, uma diretora-geral da Polícia Civil, uma presidente do Tribunal. Então, nós queremos ter uma visibilidade maior e mostrar que nós somos tão valorosas quanto os homens”, comentou.

Para a coordenadora nacional da região norte da ABMCJ, Anabel Vitória Mendonça de Souza, a associação é uma entidade que sempre se voltou para o conhecimento jurídico entre as mulheres e com todos os membros da sociedade. Além disso, Anabel destacou que a entidade realiza um trabalho no viés dos Direitos Humanos para emponderar as mulheres, por meio do projeto ‘Empondera Mulheres’.

“Já avançamos, já conquistamos muito espaços, mas ainda há muito a ser realizado. Ainda existe uma simetria no que concerne a questão salarial, ainda existe o assédio sexual, o assédio moral. As mulheres, lamentavelmente, em pleno século 21, ainda são vítimas de muitas situações constrangedoras e de muito desrespeito. Esperamos que os homens, também, se tornem feministas”, finalizou.