Ato público reúne estudantes e professores contra corte de verba na Educação

Professores ligados ao Sinteam e a Asprom/Sindical também aderiram ao ato que acontece, no final desta quarta-feira (15), no centro da cidade

Manaus – Milhares de pessoas entre estudantes, professores e membros de movimentos sociais estiveram na Praça do Congresso e na Avenida Eduardo Ribeiro, no bairro Centro, no final da tarde desta quarta-feira (15). Eles protestam contra o corte de verba da Educação anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro. Os manifestantes aderiram à paralisação nacional.

Professores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e ao Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), que chegam a 30 dias de greve geral na luta por um reajuste salarial de 15%, também participaram do ato,  que ainda contou com programação cultural na Praça do Congresso.

A Polícia Militar (PM) acompanhou o protesto que seguiu pacífico e sem registro de ocorrência.

Com faixas e cartazes, os manifestantes protestaram contra a contenção de dinheiro para Educação, que afetou as universidades e pesquisas em todo o País.

Estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas da rede estadual e municipal também participaram do protesto, além de universitários de instituições públicas e particulares da capital e do interior do Estado.

O diretor regional da União Nacional dos Estudantes (UNE), Christopher Rocha, disse que, apesar de grande, o protesto desta quarta-feira (15), foi um “esquenta” para mais um ato nacional que deve ocorrer no dia 14 de junho. “O Amazonas também vai aderir o ato nacional de junho. Hoje mostramos nossa força. Quando o governo federal falou que pretende cortar 30% da verba das universidades federais, significa que nós estudantes da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) vamos ficar sem recurso para pagar limpeza, energia e serviços básicos, ou seja, vamos ficar sem estudar”, disse.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sitesam), Nelza Soares, disse que a mobilização mostrou a insatisfação com o anúncio do governo federal em bloquear verba da educação. “O prejuízo é para todos, seja para as universidades públicas e particulares. Todos saem perdendo. A educação perde mais ainda, mas não vamos aceitar porque o futuro do país depende da educação”, comentou.

Os protestos contra o corte de verba na educação começou às 7h da manhã desta quarta-feira, após universitários da Ufam, junto com professores e outros funcionários, bloquear a Avenida Rodrigo Otávio. Segundo os organizadores, o ato reuniu 4 mil pessoas.

** Matéria atualizada às 19h57 para acréscimo de informações