Aulas 100% presenciais no AM não respeitaram os protocolos sanitários, denuncia Sinteam

O Sindicato abriu um canal de denúncias para receber as ocorrências e vai encaminhar para os órgãos responsáveis

Manaus –  Salas de aula e refeitório completamente lotados e muita aglomeração de alunos. Esse foi o balanço das denúncias recebidas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) no primeiro dia de aula 100% presencial na rede pública de ensino da capital nesta segunda-feira (23).

O Sindicato abriu um canal de denúncias para receber as ocorrências e vai encaminhá-las para o Ministério Público Estadual (MPE-AM), Defensoria Pública Estadual (DPE-AM), Secretarias Municipal (Semed) e Estadual de Educação (Seduc), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP), Conselhos Estadual e Municipal de Educação e Comissão de Educação da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e da Assembleia Legislativa do Estado (ALE).

O decreto que autoriza as aulas 100% presenciais diz no artigo 3º que as atividades autorizadas deverão ser realizadas com observância dos protocolos sanitários estabelecidos pela Fundação de Vigilância em Saúde – FVS. No documento da fundação – de 21 de julho, o mais recente – diz, entre outras coisas, que: “Na sala de aula as carteiras deverão estar dispostas de modo a respeitar o distanciamento mínimo de 1,5m entre si”. “Vemos total desorganização tanto na teoria quanto na prática. Parece que FVS e Seduc estão falando de situações distintas. Isso é grave, pois é como se não existisse protocolo sanitário”, afirma a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

Segundo ela, o mais grave são os órgãos de fiscalização e controle fazerem vista grossa para a variante Delta, muito mais transmissível, e para o que acontece nas escolas, em que não há ventilação nas salas de aula e nem espaço para abrigar as turmas respeitando o distanciamento social. “Mesmo assim, vamos encaminhar para que todos tenham ciência, embora eles conheçam a realidade das nossas escolas”, disse.

Veja vídeo:

Anúncio