Bombeiros recomendam medidas de prevenção para evitar afogamento de crianças

Até abril deste ano, foram registradas três mortes de crianças, de zero a 11 anos, por afogamento em Manaus

Manaus – Balneários, flutuantes e piscinas são ambientes que podem oferecer risco de afogamento, principalmente às crianças. Esses riscos, sobretudo agora, com a cheia dos rios, aumentam bastante. Até abril deste ano, foram registradas três mortes de crianças, de zero a 11 anos, por afogamento em Manaus.

Ao longo do ano de 2020, foram contabilizados cinco casos de morte por afogamento com crianças nesta mesma faixa etária. Os números são da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Para prevenir a ocorrência de afogamentos, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) indica os procedimentos que devem ser adotados pelos pais ou responsáveis dos menores.

Segundo a corporação, a presença de um salva-vidas é de extrema necessidade nesses espaços de recreação. Por isso, a orientação é que durante as atividades em rios, lagos e igarapés, as crianças e responsáveis estejam o mais próximo possível de um posto de guarda-vidas.

É necessário também verificar a profundidade do ambiente aquático, proporcionando segurança à criança, de forma que a água esteja no máximo na altura do umbigo. Quando esta altura é superada, há risco de afogamento para os menores.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a presença de um salva-vidas é de extrema necessidade nos espaços de recreação (Foto: Carlos Soares/SSP-AM)

O cabo do CBMAM, Pedro da Rocha Neto, que atua como salva-vidas no bairro Ponta Negra, zona oeste de Manaus, elencou as medidas que devem ser tomadas nestes lugares com a presença de crianças. “Sempre manter a criança sob os cuidados e supervisão de um adulto sem perdê-la de vista, uso de materiais flutuantes como colete salva-vidas, zelar por cuidados à saúde como hidratação e protetor solar”, orientou Rocha Neto.

O bombeiro alertou, ainda, que as pessoas precisam ter cuidados específicos em cada um dos ambientes aquáticos frequentados. Em rios é prudente ter atenção para possíveis desníveis alterando a profundidade.

Já no caso das piscinas, uma medida preventiva para evitar acidentes é colocar grades e cercados, além de fechá-las quando não estão sendo usadas ou fiscalizadas por adultos. São nas piscinas das casas que acontecem 52% das mortes por afogamento de crianças de um a nove anos de idade, segundo dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).

Em viagens de barcos, que são comuns na região, todos os passageiros, com destaque para as crianças, devem ter o hábito de utilizar, indispensavelmente, o colete salva-vidas durante o transporte fluvial.

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Crianças devem sempre estar sob os cuidados e supervisão de um adulto, sem perdê-la de vista, alertam bombeiros (Foto: Carlos Soares/SSP-AM)

Medidas de socorro

Uma vez que o afogamento já tenha ocorrido, imediatamente deve ser acionado socorro especializado como o Corpo de Bombeiros, pelo número 193, ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), através do 192.

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