Buscas por paraquedista completam dez dias neste domingo

As equipes concentram as buscas da cabeceira da ponte Philippe Daou até a Ilha das Onças

Manaus – Neste domingo completa dez dias de buscas pelo paraquedista Luiz Henrique Cardelli, que desapareceu na sexta-feira (15), quando um grupo de 14 paraquedistas realizavam saltos e foram surpreendidos pelo forte vento e pela chuva que atingiu a cidade. As equipes concentram as buscas da cabeceira da ponte Philippe Daou até a Ilha das Onças (a 65 quilômetros de Manaus), além de já terem realizado uma varredura de superfície pelo rio na área dos bairros Tarumã (zona oeste) e Puraquequara (zona leste).

Neste domingo, as equipes concentraram as buscas próximo à praia de Paricatuba, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), seguindo até a região da Ilha das Onças. Equipes do Batalhão de Incêndio Florestal e Meio Ambiente (BIFMA), equipe especializada em buscas em área de mata fechada, estiveram nesta semana em uma fazenda no Km 62 da estrada AM-070, para averiguar a informação de que uma senhora teria visto um objeto caindo próximo de sua propriedade. Chegando ao local, não foi constatada nenhuma pista do objeto.

O Corpo de Bombeirso está trabalhando com militares especialistas em mata fechada, equipes de mergulhadores e ainda conta com o apoio da Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícia Militar, Polícia Civil e grupo de voluntários Suçuarana.

Nestes dez dias de buscas, as equipes de segurança pública do Amazonas e demais forças amigas estão trabalhando das 6h30 às 21h, na esperança de encontrar o paraquedista.  Segundo Sulemar, há equipes em embarcações, usando drones, em viaturas terrestres e aeronaves na missão de busca e resgate.

Relembre o caso

Na tarde do feriado de Sexta-Feira Santa os quatorze paraquedistas estavam em uma atividade radical quando foram surpreendidos pela forte chuva que caiu na capital.  Um vídeo que circulou na internet e mostrou o momento em que o grupo de paraquedistas perdem o controle do paraquedas. No áudio é possível ouvir: “Mano, saca só. Os caras pularam aqui na chuva, mano.”

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(Foto: Montagem D24am / Reprodução)

Salvo no Rio Negro

Felipe Filgueiras Frias Gomes, um dos paraquedista que caiu no Rio Negro, foi resgatado enrolado no equipamento de salto por um grupo de homens que estava pescando. Nos vídeos, os homens junto com Felipe em uma canoa, tentam chegar debaixo de um abrigo devido o forte temporal.

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(Foto: Divulgação)

Felipe que é militar do exército agradeceu pelo resgate através de um áudio compartilhado por um aplicativo de mensagem.

“Fala meu pastor. Estou bem graças a Deus. Fui ao hospital do exército e fiz meus exames, está tudo bem comigo graças a Deus. Agradeço ao senhor e seus amigos, porque se não fosse vocês, provavelmente eu não sairia dessa. Eu aguentei até onde pude. Quando vocês chegaram eu estava sem força. Provavelmente aquele galho que eu consegui chegar, não iria aguentar o peso do paraquedas e o peso do meu corpo. Eu lutei até onde deu, e graças a Deus vocês conseguiram me encontrar. Eu não tenho palavras e nem como agradecer o que vocês fizeram por mim. Valeu mesmo”, diz Felipe.

No final da tarde de sexta-feira (15) as buscas aéreas pelos paraquedistas foram encerradas e continuaram somente as buscas de lancha.  

Dois desaparecidos

No mesmo dia (15), o Corpo de Bombeiros informou, por meio de nota, que Ana Carolina Silva e Luiz Henrique Cardelli também estavam desaparecidos e que foi montado o gabinete de crise para gerenciar a ocorrência.

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(Foto: Reprodução)

Paraquedista encontrada

Ana Carolina Silva, 27, foi encontrado na manhã de sábado (16) em uma ilha do Cacau Pirêra, em Iranduba (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus), por um grupo de voluntários que fizeram buscas com drones sobrevoando a área. O resgate foi feito por uma equipe do Corpo de Bombeiros.

Ana Carolina Silva, 27, foi sepultada na manhã de domingo (17), no Cemitério Parque Tarumã, na zona oeste de Manaus.

Buscas intensificadas

Na segunda-feira (18) o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Orleilson Ximenes Muniz, informou que as buscas pelo paraquedista desaparecido foram intensificadas e que foi encontrado fragmentos do paraquedas que possivelmente foi usado por Luiz Henrique. O comandante reforçou que à Aeronáutica junto e polícia judiciária estavam envolvidas na investigação.

Recompensa

Na última quarta-feira (20), durante coletiva de imprensa, que as chuvas na região estão atrapalhando as buscas. Cerca de duas aeronaves estão sendo utilizadas quando as condições meteorológicas permitem e, a noite as buscas continuam com as embarcações.

Ainda na coletiva, o advogado Athos Cardoso, agradeceu o empenho de todos, disse que a expectativa é de resgatá-lo com vida, mas, que estão todos cientes das dificuldades. O advogado disse que o valor para quem encontrar o corpo foi dobrado para R$ 20 mil reais.

A ex esposa do paraquedista, Jéssica Santos, disse que acompanha as buscas com o sentimento muito forte de que ele esteja vivo e, é por isso que eles não tem medido esforços para encontrar Luiz Henrique.

Suspensão

Nesta última sexta-feira (22) a Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq) determinou a suspensão das atividades de salto no Aeroclube do Amazonas devido à tragédia. Por meio de portaria, a confederação anunciou que a suspensão da modalidade esportiva no Aeroclube de Manaus vai seguir até a finalização do Relatório de Investigação de Acidente, “Limitado a 30 (trinta) dias a partir da data da ocorrência, ou revogação desta portaria”, cita o documento.

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