Capital amazonense está entre as líderes em aglomeração urbana, revela IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que Manaus ocupa a quinta colocação no ranking percentual de aglomeração urbana entre os municípios com mais de 300 mil habitantes

Manaus – Mais de 95% da área urbana de Manaus é considerada densa. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na última semana, que a capital amazonense ocupou a quinta colocação no ranking percentual de aglomeração urbana entre os municípios com mais de 300 mil habitantes.

De acordo com o IBGE, mais de 95% da área urbana Manaus é considerada densa. (Foto: Sandro Pereira/Arquivo)

O mapeamento das manchas urbanas, segundo o IBGE, foi obtido com as imagens de satélite e delimitou as áreas construídas de Manaus para traçar o histórico de expansão das cidades brasileiras. Conforme o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado (CAU-AM), Jean Faria, a distribuição dos serviços públicos de infraestrutura são beneficiados com a aglomeração.

No entanto, Faria não concordou com o resultado da pesquisa. Para o arquiteto, a capital tem grandes espaçamentos e ocupação desorganizada.

Segundo o IBGE, o mapeamento de Áreas Urbanizadas do Brasil- 2015 identificou que apenas 4,6% da área total de 241,26 quilômetros quadrados de Manaus foram classificadas como ‘pouco densa’.

“A cidade mais densa é uma cidade melhor, porque tem menos gastos com estrutura de transporte de infraestrutura de saneamento, de pavimentação, quanto mais aglomeração melhor. Mas eu não vejo Manaus assim. Exemplo disso é o tempo que a gente passa para sair da Reserva Ducke (zona leste) até o Centro (zona sul)”, disse o presidente.

Em Manaus, áreas densas são representadas por um espaço de 231,48 quilômetros quadrados e caracterizadas pelas ocupações urbanas com pouco espaçamento entre as casas e edifícios e um maior número de avenidas e ruas, conforme explicou o técnico em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE no Amazonas, Anderson Santos.

Menos densa

Por outro lado, 4,6% da área urbana da capital foi chamada de menos densa pelo IBGE. Foram classificadas neste quesito os locais com maior espaçamento entre as construções, no entanto, ainda ganharam essa característica os espaços de transição da área urbana para a área rural. “Essas geralmente estão nas bordas, no limite dessas áreas densas”, exemplificou Santos.

Entre os municípios com mais de 300 mil habitantes, o IBGE classificou como campeão em densidade urbanística, em percentual, a cidade de Ipatinga, em Minas Gerais, onde 98% do seu território foi considerado denso. Salvador (97,68%) Maceió (96,41%) completaram os três primeiros lugares.

“A tendência é continuar aumentando a densidade e verticalizar a cidade. Do ponto de vista da possibilidade de melhoria dos serviços públicos, estar um município mais denso é melhor. Eu não corroboro com esse estudo, inclusive no Conselho nós temos que trabalham projetos para tornar a cidade mais densa”, disse presidente do CAU-AM, Jean Faria.

Para IBGE, área da Ufam é o único vazio urbano na cidade

Outro ponto analisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa, é a ocorrência de vazios urbanos. Dentro das concentrações urbanas, esses locais estão reduzindo cada vez mais, segundo o presidente do Conselho. O IBGE informou que somente a área da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi considerada assim no levantamento.

“Nós temos áreas de vazio urbano próximos a igarapés, mas realmente é muito pequeno, temos alguns parques, mas na Ufam, se você olhar uma fotografia aérea vai dar para ver (o vazio urbano)”, disse o presidente da CAU-AM, Jean Faria.

Parintins foi a segunda cidade do Estado a receber o levantamento. No município, entre as cidades de 100 mil habitantes, a ilha foi considerada, segundo Sousa, a 39º mais densa. Existem, inclusive, localidades onde a densidade é de 100%.

Sousa explicou que as cidades menores tendem a ser mais densa, segundo ele, no estudo foi possível verificar que Parintins tem 91,4% de sua área classificada como densa e 8,6% como pouco densa.

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