Caso Sotero: OAB pedirá providências sobre ‘passeio’ de delegado preso

Acusado de matar o advogado Wilson Justo Filho, em uma casa noturna, em 2017, Gustavo Sotero foi flagrado passeando nos arredores da Delegacia Geral, onde está preso

Manaus – O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio de Lima Choy, informou, na manhã deste sábado (21), ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) que pedirá providências, junto a Justiça, sobre o delegado Gustavo Sotero, acusado de matar o advogado Wilson Justo Filho, em uma casa noturna, em 2017, ter sido flagrado passeando nos arredores da Delegacia Geral (DG), bairro Planalto, onde está preso.

“Nós vamos pedir junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para que providências sejam tomadas. Vamos oficiar esse pedido para que seja anexado ao processo que está com o juiz Celso de Paula, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Até compreendemos que, por se delegado, ele esteja preso na Delegacia Geral, mas ele deve se submeter as regras prisionais e não ficar passeando do lado de fora da delegacia”, comentou Choy.

O delegado Gustavo Sotero (Foto: Sandro Pereira/Arquivo GDC)

Ainda de acordo com o presidente da OAB-AM, ele já tinha ouvido histórias de que Sotero pediria, inclusive, comida por meio dum aplicativo com certa frequência. “Não tínhamos visto nada de concreto até então. Mas depois do flagra dele ‘passeando’ do lado de fora da delegacia, começamos a acreditar no que ouvíamos falar”, salientou ele.

Choy lembrou, ainda, que na próxima semana será o julgamento de Sotero. “Nossa expectativa, minha e da Ordem, é de que a Justiça seja feita perante a sociedade”, finalizou.

Entenda o caso

O crime aconteceu dia 25 de novembro de 2017, no interior de uma casa de show, no bairro São Jorge, zona oeste da capital. Durante uma discussão, além de ser suspeito de matar o advogado, Sotero deixou feridas outras três pessoas, com tiros de pistola calibre 40: Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira (esposa de Wilson) e os amigos Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza.

A reportagem do GDC solicitou nota junto a Polícia Civil e segue no aguardo de um posicionamento.

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