Centro de Biotecnologia da Amazônia será transformado em fundação pública

Mudança jurídica da unidade gerida pela Suframa visa a permitir que o centro receba investimentos privados

Manaus – O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, informou na sexta-feira (11) que o governo estuda transformar o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) em fundação pública. Segundo Mourão, a mudança jurídica da unidade gerida pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) visa a permitir que o centro receba investimentos privados.

(Foto: Divulgação / Suframa)

“Estamos buscando transformar [o CBA] em uma fundação pública de direito privado, de modo que o centro se descole da Zona Franca de Manaus e passe a ser, efetivamente, um centro de pesquisa e desenvolvimento”, disse Mourão, durante seminário virtual realizado pela Frente Parlamentar Mista da Bioeconomia da Câmara dos Deputados.

O vice-presidente disse que a “estrutura física” do centro é “muito grande, mas subempregada”. Criado em 2002 e inaugurado em 2004, o CBA ocupa uma área de 12 mil metros quadrados, em Manaus e conta com 28 profissionais (23 pesquisadores e cinco funcionários administrativos) e 26 laboratórios, além de uma central de produção de extratos, alojamentos para pesquisadores e instalações de apoio administrativo e à pesquisa.

O CBA foi criado para estimular a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias a partir do aproveitamento sustentável da biodiversidade amazônica. Há, atualmente, 23 projetos em execução, a um custo autorizado de cerca de R$ 1,4 bilhão.

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