Cerca de 80% dos PMs do segundo turno não estão nas ruas, afirma associação

De acordo com o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, cerca de 80% dos policiais militares não foram trabalhar, na noite desta quarta-feira, em protesto

Manaus – Cerca de 80% dos policiais militares, que começariam o serviço no segundo turno desta quarta-feira (14), já paralisaram as atividades, de acordo com o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa. A categoria exige a suspensão do parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que impede a promoção de militares por tempo de serviço (Lei Estadual 4.044/2014), além do pagamento de salários atrasados, pagamento imediato da data-base, fardamento e coletes balísticos.

O repórter Jucélio Paiva faz transmissão ao vivo sobre a paralisação. Confira:

Greve: Associação afirma que PM’s não estão nas ruas na noite desta quarta-feira

Posted by D24am on Wednesday, March 14, 2018

De acordo com Feitosa, policiais militares da capital e de oito municípios do interior do Estado aderiram à paralisação. Profissionais da categoria se reúnem, na noite desta quarta-feira, na Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais da Administração da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (ASSOAPBMAM), na Avenida Torquato Tapajós, zona norte da capital.

Gerson Feitosa afirmou que os membros da associação e policiais vão permanecer na associação para verificar se os oficiais vão exigir que PMs do primeiro turno ultrapassem as doze horas de trabalho. Membros do Sindicato dos Rodoviários também se fizeram presentes na associação. Givancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Rodoviários, informou que algumas linhas de ônibus, de número e empresa não informados, já estão paradas nas estações dos bairros.

A reportagem da REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) esteve na 26ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que atua na área do Santa Etelvina, na zona Norte, com oito viaturas e constatou que apenas quatro estão operando, com a atuação de oficiais. Soldados, cabos e sargentos faltaram trabalho e polícia decidiu montar policiamento com oficiais.

As aulas em faculdades particulares da capital foram suspensas por conta do ato dos PMs e da ameaça de paralisação dos ônibus do transporte coletivo. Nas unidades do Centro Universitário do Norte (Uninorte) e da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), os universitários do turno noturno foram liberados antes do horário de término das aulas, por volta de 20h.

O Governo do Amazonas informou, por meio de nota, que está aberto ao diálogo com os policiais militares e que a reposição da data-base que os policiais militares estão sem receber desde 2015 está sendo analisada. As promoções divulgadas, mas que ainda não foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE), aconteceram em resposta a pressão das associações, segundo o presidente da Apeam. “Essa pode ser a nossa última promoção. Isso pode ser o preço de acabar com a nossa lei de promoções”, criticou Feitosa.

Reivindicações

Os policiais exigem a suspensão do parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que impede a promoção de militares por tempo de serviço (Lei Estadual 4.044/2014), além do pagamento de salários atrasados, pagamento imediato da data-base, fardamento e coletes balísticos. A lei foi aprovada após a última paralisação da PM, em 2014. Segundo a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), durante a paralisação, além de Manaus, os batalhões de Tabatinga, Tefé, Coari, Iranduba, Humaitá, Parintins, Itacoatiara e Manacapuru também estarão fechados.

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