Chacina AM-010: Justiça suspende salários e afasta PMs acusados

Os policias militares ficaram presos por 10 meses e em março deste ano tiveram a liberdade provisória concedida

Manaus – Os salários dos 14 policiais militares das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), envolvidos em uma chacina no Ramal Água Branca, quilômetro 32 da rodovia AM-010, foram suspensos pela Justiça do Amazonas.

(Foto: Ivan Duarte D24am)

A decisão, assinado pelo juiz Lucas Couto Bezerra, da 2º Vara do Tribunal do Júri, atende a um pedido do Ministério Público do Amazonas (MP-AM). A decisão foi publicada, nesta sexta-feira (24), no Diário Oficial do Estado.

Além da suspensão dos salários, os PMs também terão que devolver armamentos, equipamentos, carteiras de identificação militar, assim precisando se afastarem das funções.

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) denunciou por homicídio qualificado pelo emprego de recursos que impossibilitaram a defesa das vítimas os seguintes PMs:

  • Thiago da Silva Almeida, Raphaela Batista da Silva;
  • Raimundo Nonato do Nascimento Torquato;
  • Anderson Junio dos Santos Pimentel;
  • José Vando Carioca Franco;
  • Diego Bestes Bruce;
  • Charlys Mayzanyel da Ressurreição;
  • Tarle Coelho Mendes;
  • Marcos Miller Jordão dos Santos;
  • Stanley Ferreira Cavalcante;
  • Jonan Costa de Sena;
  • Anderson Ferreira de Sousa;
  • Dionathan Sarailton de Oliveira Costa;
  • Maykon Horara Feitoza Monteiro;
  • Charly Mota Fernandes;
  • Everton Souza de Oliveira.

Após passarem 10 meses presos, em março deste ano os policiais tiveram a prisão preventiva convertida para liberdade provisória. Dois dos envolvidos tiveram a acusação retirada por falta de provas e individualização da conduta dos autores.

O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Lucas Couto Bezerra, revogou a prisão e impôs algumas medidas para os réus além da tornozeleira eletrônica: proibição de acesso ou frequência a qualquer lugar, público ou privado onde possam encontram parentes das vítimas; proibição de manter contato, por qualquer meio, com parentes das vítimas e as testemunhas; proibição de ausentar-se da comarca sem autorização; recolhimento domiciliar no período noturno entre 18h e 6h; suspensão do exercício da função pública de Policial Militar; suspensão do direito à posse e do direito ao porte legal de arma de fogo.

Os policiais serão julgados por envolvimentos nos assassinatos de Alexandre do Nascimento Melo, 23; Valéria Luciana Pacheco da Silva, 22; Diego Máximo Gemaque, 33; e Lilian Daiane Máximo Gemaque. O quádruplo homicídio ocorreu por volta das 3h, do dia 21 de dezembro de 2022, no ramal Água Branca, no quilômetro 35, da AM-010. As vítimas estavam em um Onix branco de placas QZO-3B24, e foram mortas a tiros.

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