Com paralisação de caminhoneiros, CMA diz que vai disponibilizar tropas e material se necessário

Uso de forças federais para liberar rodovias no país foi anunciada pelo presidente Michel Temer, na tarde desta sexta-feira (25). CMA informou que vai disponibilizar pessoal e material caso haja necessidade

Manaus – O Comando Militar da Amazônia informou, em nota, que está acompanhando a evolução dos acontecimentos em relação a paralisação dos caminhoneiros nos estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia. O comando informou que, caso haja necessidade, fará o reforço às ações federais e estaduais, disponibilizando meios em pessoal e material.

O grupo de caminhoneiros reivindica a redução do preço do diesel para R$ 2,00 (Foto: Jimmy Geber)

O governo federal autorizou o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros caso as estradas não sejam liberadas pelo movimento. O anúncio foi feito, nesta sexta-feira (25), pelo presidente Michel Temer, em pronunciamento no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada após reunião no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que contou com a participação de ministros e do presidente.

“Quero anunciar um plano de segurança imediato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado”, disse.

Nesta quinta-feira (24), os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Eduardo Guardia (Fazenda) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) anunciaram acordo para suspensão dos protestos da categoria por 15 dias,. Depois disso, as partes voltarão a se reunir. Nesta sexta-feira, no entanto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do País.

Em seu pronunciamento, Temer disse que uma “minoria radical” está impedindo que muitos caminhoneiros cumpram o acordo e voltem a transportar mercadorias. O presidente enfatizou que o governo atendeu às principais demandas da categoria. “O acordo está assinado e cumpri-lo é naturalmente a melhor alternativa. O governo espera e confia que cada caminhoneiro cumpra seu papel”, disse.

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