Comissão é criada para atuar na revitalização ampla do Centro Histórico de Manaus

A comissão, com 12 membros, não será remunerada e conta com diretores, gestores e técnicos, com competência no tema

Manaus – Detentor de um legado econômico e cultural, o Centro Histórico de Manaus, que tem uma área tombada entre a orla do rio Negro e o entorno do Teatro Amazonas, concentra os trabalhos da Comissão Técnica para Implementação e Revitalização do Centro Histórico de Manaus, criada pelo Decreto 5.034, desta quinta-feira, (11), pelo prefeito David Almeida.

A comissão vai se debruçar sobre três grandes pilares: Mais Vida, Mais Negócios e Mais História. (Foto: Dhyeizo Lemos/Semcom)

A comissão, com 12 membros, não será remunerada e conta com diretores, gestores e técnicos, com expertise no tema, do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), secretarias municipais de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef) e do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), além da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult).

Entre as ações do grupo, estão a própria preservação do patrimônio do centro histórico, singular e íntegro, que inclui Manaus no rol das cidades históricas do Brasil, com construções diversificadas e de representação de todas as correntes ecléticas e da Belle Époque; a formatação de estudos para projetos que aproveitem as potencialidades existentes, considerando a transversalidade do tema e o uso misto das edificações; medidas de revitalização a partir de investimentos em infraestrutura, drenagem, reocupação, reassentamento e fomento à economia; readequação de equipamentos urbanos e mobilidade; redução do déficit habitacional, especialmente para quem trabalha no Centro; e resgate de espaços culturais e vazios urbanos, promovendo arte, cultura e lazer no bairro.

“Temos muitas áreas ociosas no centro histórico que passam uma imagem de degradação, de desgaste do tempo, e é preciso intervir nessa paisagem, não apenas melhorando o conteúdo arquitetônico, mas a qualidade de vida de quem trabalha, passeia ou mora no bairro. A comissão reúne diversos atores em uma operação complexa, mais exequível. E, nos espaços já revitalizados, é necessário ocupá-los de forma criativa e sustentável”, afirmou o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Carlos Valente.

Também membro da comissão, o vice-presidente do instituto, arquiteto e urbanista Claudemir Andrade, explicou que o grupo visa, principalmente, unir forças das secretarias e instituições para ter uma ação amplamente integrada, fortalecendo ainda mais planos e projetos para o centro da cidade.

“A sistemática é para que todos conheçam o que cada um tem e está pensando para a região, criando uma diretriz única e concentrada para aprovação do prefeito. As forças unificadas visam buscar soluções para a melhoria da mobilidade, da habitação, da qualidade de vida, não só a curto e médio prazos, como a longo também”.

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