Coronel Walter Cruz diz que a PM não pode mais trabalhar de forma improvisada

Para o coronel, o principal erro da operação foi a falta de planejamento da Secretaria de Segurança Pública

Manaus – “Não se pode mais trabalhar de forma improvisada”, desabafou o coronel da reserva Walter Cruz, na manhã desta quarta-feira (5), durante entrevista ao Diário da Manhã, da Rádio Diário FM 95,7, sobre a ação que foi deflagrada no Rio Abacaxis, no município de Nova Olinda do Norte, que vitimou dois polícias militares.

Segundo Cruz, a operação em Nova Olinda do Norte, na tarde de segunda-feira (3), foi improvisada e não teve um planejamento necessário.

“Foi o secretário de segurança que determinou essa operação, no domingo, baseado no fato que um barco de pesca foi até o Rio Abacaxis e foi baleado por um grupo de traficantes ou milicianos, que não permitiram a entrada do grupo no local. Em uma operação como essa, precisam ser levados em conta vários fatores, entre esses a segurança, as informações e a logística. Mas nada disso foi feito, essa ordem foi dada de maneira muito rápida, quando os policiais chegaram no local, os criminosos já sabiam da presença deles. Dos cinco policiais, somente um saiu ileso”, revelou o coronel.

(Foto: Luiza Maria Queiroz)

Para ele, o principal erro da operação foi a falta de planejamento. “Mandaram polícias para uma missão, sem eles saberem quem eles iam enfrentar, de que maneira enfrentar e o que enfrentar”, disse.

“O responsável por ter determinado essa operação improvisada deve ser responsabilizado, isso não pode ficar impune. O improviso leva ao fracasso”, declarou o coronel.

Enterro dos policiais

Os corpos do cabo Márcio Carlos de Souza e do 3º sargento Manoel Wagner Silva Souza foram velados na sede do Comando Geral da Polícia Militar, no Petrópolis. Os enterros estão previstos para acontecer ainda na manhã desta quarta-feira.

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