CPRM alerta para cheia de grandes proporções em Manaus

Informações foram divulgadas durante o primeiro Alerta de Cheias Manaus na manhã desta quarta-feira(31)

Manaus – A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) divulgou em uma live na manhã desta quarta-feira (31), o primeiro Alerta de Cheias Manaus e pela primeira vez, dos municípios de Manacapuru e Itacoatiara. Os três municípios ainda possuem uma porcentagem considerada pequena, de ocorrer uma grande cheia neste ano.

Manaus está localizada na calha do Rio Negro. (Foto: Jair Araújo/Arquivo)

De acordo com os dados, a cota máxima do Rio Negro em Manaus é de 29,45m, sendo o intervalo médio de 28,55 a 30,35m. A cota atual do rio é de 27,28m e a probabilidade de atingir a cota de inundação (de 27,50m), em que a população começa ser atingida é de 99%.

Já a cota de inundação severa (29M), que é quando as águas do Rio Negro chega a rua dos Báres, a probabilidade é de 80%. Sobre a cheia de 2021 atingir e/ou superar a cota máxima de 29,97m que ocorreu em 2012, as chances são de 17%.

O município de Manacapuru, segundo os estudos do CPRM neste primeiro alerta, é que o rio atinja a cota de 20,20m, podendo variar de 19,20m a 21,20m. A cota atual está em 18,16m e a probabilidade de atingir a cota de inundação (de 18,20m), que reflete no bairro Portelinha, é de 99%.

Em relação a cota de inundação severa (19,60m), que abrange a região central da terra da ciranda, a probabilidade que isso ocorra é de 85%. Já a cota máxima, que ocorreu no ano de 2015, onde o rio chegou a 20,78m, a porcentagem é de 17%.

Já a expectativa da cheia em Itacoatiara, é que o rio atinja a marca de 14,90m, podendo haver uma variante entre 14,20m e 15,60m. A cota atual está em 13,47m e há 99% e 97% de chances da cheia ultrapassar a cota de inundação (14m) e de inundação severa (14,20m) respectivamente. Já a cota máxima de 16,04m, que ocorreu em 2009, a probabilidade despenca para 10%.

Segundo a pesquisadora em geociência do CPRM, Luna Gripp, a cheia irá continuar até o mês de junho e as estatísticas podem mudar até os dois próximos alertas, dependendo do volume de chuvas que ocorre no município de Tabatinga e como ela se comportas nas bacias dos rios.

“Não existe a resposta certa de que vai ou não haver uma grande cheia. Apesar dos três municípios apresentarem porcentagens pequenas, de isso acontecer, ela existe e não pode ser descartada. Tudo irá depender das chuvas em determinadas regiões, por isso trabalhamos com esta variação de segurança, que pode mudar inclusive no próximo alerta”, explicou.

Quem também participou do 1º Alerta de Cheias de Manaus, foi o meteorologista Renato Cruz, do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), que apresentou um balanço das chuvas neste primeiro trimestre de 2021.

“O primeiro trimestre nas bacias do negro e branco, as chuvas foram acima da média. Choveu bem mais do que o esperado. O mesmo ocorreu nas bacias do Alto Juruá, Japurá e Alto Purus. A expectativa é que nesses próximos dois meses, é que continue estas chuvas acima do esperado, principalmente na bacia do negro”, completou.

A CPRM divulga as estatísticas do segundo Alerta de Cheias em Manaus, no dia 30 de abril e o terceiro alerta, no último dia do mês de maio.

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