Criança morre em ataque de jacaré no interior do AM

Segundo familiares, a vítima brincava com um primo quando o animal se aproximou e a atacou. O jacaré levou a criança para o fundo do rio

Manaus – Uma menina de cinco anos morreu após ser atacada por um jacaré, no último sábado (9), na Comunidade Fazenda Abufary, no município de Tapauá, distante 760 quilômetros de Manaus.

A comunidade é conhecida pelo grande número de jacarés que habitam a região, que chega a superar a quantidade de moradores da Fazenda Abufary, que reúne cerca de 55 famílias.

Segundo familiares, a menina brincava com um primo, sob os cuidados de uma tia, quando o jacaré se aproximou e a atacou. O animal levou a criança para o fundo do rio. A família disse que não conseguiu evitar o ataque.

Menina morreu após ser atacada por um jacaré em Tapauá (Foto: Reprodução)

Rebeca Silva, uma das irmãs da vítima, postou o caso em uma rede social e pediu ações para que a situação não aconteça novamente. “Que tristeza para os meus pais. Só peço que as autoridades tomem uma providência, para que isso não se repita”, escreveu.

De acordo com ela, a situação na comunidade é desesperadora. “Aqui moram muitas crianças que passam pelo mesmo risco, pois existem muitos jacarés na região, quase todos próximos a nossas residências. Eles invadem as casas e não podemos fazer nada, pois corremos o risco de sermos presos ou multados, pois defendem mais a vida de animais do que de humanos”, disse Rebeca.

Medidas de segurança

Para o especialista em jacarés amazônicos e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Ronis da Silveira, a população precisa contribuir para que outras tragédias sejam evitadas, levando em conta todo o contexto histórico dos animais.

“É bem mais comum a população atacar os jacarés do que o inverso. Eles costumam ser oportunistas e as pessoas seguem criando oportunidades. Quando aprendermos que eles são predadores oportunistas, desde os primórdios, certamente melhoraremos essa convivência e diminuiremos o número de casos”, explicou Silveira.

Além disso, ele afirmou que é preciso conscientização das pessoas, além de bom senso. “A maior segurança sempre é o conhecimento. Se eu sei que um determinado cachorro é bravo, eu atravesso a rua, evitando o conflito. Se o jacaré é um animal oportunista, eu não lhe dou a oportunidade”, orientou.

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