‘Crise da Venezuela se tornou nossa’, diz Arthur a jornal dos EUA

A frase do prefeito de Manaus é o título da matéria publicada esta semana pelo Washington Post sobre o colapso no sistema de saúde da Venezuela

Manaus – “A crise da Venezuela se tornou nossa”. A frase do prefeito Arthur Virgílio Neto é o título da matéria publicada esta semana pelo Washington Post sobre o colapso no sistema de saúde da Venezuela e como doenças, como sarampo e difteria, ultrapassam as fronteiras e estão “devastando a Amazônia Brasileira”.

Prefeito Arthur Virgílio Neto concedeu entrevista ao Washington Post. (Foto: Alex Pazuello/Semcom)

O jornal entrevistou o prefeito de Manaus sobre o histórico fluxo de imigrantes, que obrigou o município a adotar várias medidas não apenas para recebê-los, mas também para prestar assistência à saúde e promover educação em ações já reconhecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O jornal entrevistou, ainda, autoridades sanitárias, médicos e pacientes não somente do Brasil, mas do Peru e da Bolívia.

Um dos entrevistados é Bernardino Albuquerque, especialista emdoenças infecciosas e presidente da Fundação de Vigilância Sanitária do Estado do Amazonas (FVS/AM).

O médico abordou sobre os últimos casos de sarampo registrados no Amazonas, após a ocorrência de surto da doença no Estado. Há 18 anos, o sarampo não era registrado no Amazonas.

O periódico apontou que o o Amazonas declarou estado de emergência de saúde, em julho, e centenas de pessoas que foram hospitalizadas com complicações, incluindo pneumonia. Dois adultos e quatro crianças morreram.

“Nós estávamos preparados para problemas de rotina. Mas isso foi extraordinário”, afirmou Bernardino ao Washington Post.

Em fevereiro, a Prefeitura de Manaus informou que estimava gastar R$ 16 milhões, por ano, para manter, na época, 180 refugiados venezuelanos e 148 indígenas da etnia Warao, da Venezuela.

Em setembro, o monitoramento de Sarampo apontou 906 casos confirmados da doença. Já os casos ainda em investigação, aguardando resultado laboratorial, passaram de 6.388 para 6.508.

O Jornal entrevista ainda autoridades sanitárias, médicos e pacientes não apenas no Brasil, como no Peru e na Bolívia.

Washington-Post

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