Curso preparatório repudia comentários preconceituosos sobre o Amazonas em redes sociais

O caso aconteceu após divulgação do concurso público com 1,4 mil vagas para Segurança Pública. ‘Em Manaus é fácil passar porque as pessoas não estudam’ foi um dos comentários discriminatórios

Manaus – Um curso de Manaus repudiou comentários preconceitos feitos nas redes sociais sobre o Amazonas. Fábio Martins Silva, professor e coordenador do curso ‘Sou Concurseiro e Vou passar’, falou com a REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) sobre os comentários por ele registrados em grupos de nível nacional, após a divulgação do concurso público com 1,421 mil vagas para a Segurança Pública do Estado. Fábio disse que os comentários foram feitos no Facebook, Instagram e também pelo Whatsapp.

Curso preparatório para concursos emitiu nota sobre o ocorrido. (Foto: Reprodução)

A informação sobre o concurso para a Polícia Militar, com 661 vagas, Polícia Civil, com 424 vagas, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), com 108 vagas e Corpo de Bombeiros, com 228 vagas viralizou nas redes sociais e nos grupos de concurseiros. “Nesses grupos que eu participo, inclusive os nacionais, começaram esses comentários discriminatórios, do tipo ‘Em Manaus é fácil passar porque as pessoas não estudam, em Manaus só tem índio, não tem curso preparatório, não tem internet e etc.”

Fábio, que é Delegado de Polícia, alegou estar tomando as providências que cabem ao ato para responsabilizar judicialmente pessoas que estão promovendo os comentários. “Assim que eu postei e eles viram que tinham pessoas do Amazonas, eu fui banido do grupo”, revelou o professor. O grupo era de um preparatório em Brasília.“Dá para ver o nível de pessoas que querem prestar um concurso público, com esse tipo de pensamento. Situações como essa são analisadas pela polícia em seleções, podendo até eliminar um candidato na fase de investigação social”, revelou.

Uma solução apresentada pelo coordenador foi a de criar no edital dos concursos situações que podem afunilar mais as participações de candidatos de outros estados. “Não pode proibir pessoas de outros estados de fazerem concurso aqui, mas poderia no edital, restringir ao máximo essa participação, como ocorreu no concurso da Polícia Civil no Paraná”, defendeu.  O professor apontou que o candidato só podia se inscrever após pagar a inscrição presencialmente no banco Banrisul. “O governo podia fazer isso através do Banco da Amazônia. Seria um incentivo”, finalizou.

O curso  ‘Sou Concurseiro e Vou passar’ chegou a emitir uma nota de repúdio sobre o caso. “Triste encontrar este tipo de comentário proveniente de concurseiros de outros estados menosprezando os concurseiros daqui em vários grupos e postagens depois do anúncio do concurso para as polícias do Amazonas”, diz um trecho da nota divulgada nas redes sociais do curso preparatório.

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