Defesa de Gustavo Sotero apresenta provas inéditas durante coletiva

Nesta quarta-feira (27), a 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus dará início ao julgamento do processo em que Sotero é acusado pela morte do advogado Wilson Justos

Manaus – Em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (26), a defesa do delegado Gustavo Sotero, acusado da morte do advogado Wilson Justos – na madrugada do dia 25 de novembro de 2017 -, mostrou à imprensa, arquivos e trechos de depoimentos, nunca divulgados.

Segundo a defesa de Sotero, Cláudio Delladone, o envolvimento do presidente da OAB/AM, Marco Aurélio Choy, atrapalhou o andamento das investigações (Foto: Francisco Rodrigues/Divulgação)

Nesta quarta-feira (27), a 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, presidida pelo juiz de Direito Celso Souza de Paula, dará início ao julgamento que deve se estender até a sexta-feira (29). No mesmo processo, o réu é acusado de tentativa de homicídio contra Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira – esposa de Wilson -, Maurício Carvalho Rocha e Yuri José Paiva Dácio de Souza.

Segundo a defesa de Sotero, Cláudio Delladone, o envolvimento do presidente da OAB/AM, Marco Aurélio Choy, atrapalhou o andamento das investigações. “Sem sombras de dúvidas, há uma orquestração que foge do devido processo legal e da função da OAB/AM, em condenar o Delegado Gustavo Sotero. É uma verdadeira guerrilha digital que se estabeleceu, uma sonegação de informações que aconteceu”, disse.

Ainda segundo o advogado, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) concluiu o inquérito em tempo recorde e enviou ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM). “Isso é um absurdo. A promotora que acusou o delegado sem nenhuma perícia, é muito grave. Essa mesmo promotora, em um caso que uma guarnição policial foi alvejada por diversos indivíduos, decidiu que não cometeram tentativa de homicídio contra os policiais”, disse.

Os advogados informaram que durante o julgamento vão sustentar a versão que o delegado agiu em legítima defesa (Foto: Francisco Rodrigues/Divulgação)

Os advogados informaram que durante o julgamento vão sustentar a versão que o delegado agiu em legítima defesa. Além disso, terá a declaração de testemunhas, debate entre os peritos, apresentação de vídeos e provas, entre outros.

“Nós, a todo tempo pedimos a reconstituição dos fatos, mas o juiz negou por que já existiam imagens de vídeo. Porém, vamos tentar dentro do tribunal, que o júri aceite a reconstituição”, explicou.

Para o advogado Renato Pacheco Canto, a afirmação de que o crime teria sido ocasionado por ciúmes, será rebatida. “Nós temos o depoimento da testemunha Alexandre Mascarenhas, que é amigo do Wilson, inclusive trabalhava com ele e estava com o casal na casa noturna. No depoimento dele e da Fabíola há muitas contradições, do início ao fim, uma hora há paquera, na outra não, outra hora o Wilson foi provocado e nas imagens não aparece essa provocação”, falou Canto.

Fórum

A sessão de julgamento será realizada no plenário principal do Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco, zona centro-sul de Manaus. Na sessão do Tribunal do Júri, 14 testemunhas, de defesa e acusação, serão ouvidas, além de três vítimas. O mesmo júri contará com a participação do promotor de Justiça George Pestana, representando o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE). Para o júri, também foram convocados dois peritos. Defesa e acusação terão o tempo de 1h30.

Anúncio